Dias mais secos, com temperaturas amenas e com maior presença de vendavais. É assim que deve ser o outono em Santa Catarina nos próximos meses. Além disso, após três anos, o fenômeno La Niña deve perder força, o que trará uma neutralidade na condição climática do Estado durante o período, de acordo com a Defesa Civil.

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Oficialmente, o outono terá início em 20 de março e trará algumas mudanças no clima. As chuvas de verão, que eram influenciadas pelo calor e a umidade, passam a ser motivadas pelas passagens de frentes frias. Além disso, há uma tendência de queda nos acumulados de chuva, segundo a Defesa Civil. Em março, por exemplo, a previsão é de acumulados entre 150 mm e 200 mm, principalmente no Oeste e Extremo-Oeste.

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Porém, em maio e abril, o fenômeno diminui no litoral e planaltos, em uma época considerada mais seca. Mas, no Oeste, conforme o órgão estadual, acontece o contrário: os volumes de chuva aumentam, entre 125 mm e 200 mm.

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Apesar disso, a estiagem na região deve se agravar. Conforme a Defesa Civil, isso ocorre porque a chuva deve cair abaixo da média esperada para o período no Oeste catarinense.

— No Litoral e na Grande Florianópolis, principalmente, em março as chuvas ainda devem ser frequentes. Depois, daí sim, em praticamente todo o Estado essa condição fica próxima ou abaixo da média. Sempre lembrando que pode haver casos pontuais, em localidades que ficam acima da média e com muita chuva em curto espaço de tempo. Isso não se descarta — explica Marilene de Lima, meteorologista da Epagri/Ciram.

A Defesa Civil salienta, ainda, que com a chegada do outono, é esperada a queda de ocorrências como inundações, deslizamentos, alagamentos e tempestades com granizo, em comparação ao verão. Em contrapartida, os vendavais podem ser mais frequentes.

Fenômeno La Niña perde força em SC

Entre as principais mudanças que o outono deve trazer é a queda da influência do La Niña. Isto porque o fenômeno tem perdido força, entrando em um período de neutralidade.

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— Quando a temperatura na superfície da água tem uma queda de 0,5ºC por três meses consecutivos, há uma anomalia que chamamos de La Niña. O que acontece atualmente é que essa anomalia vem diminuindo, se mantendo a 0,4ºC em alguns setores, o que demonstra uma neutralidade. Os modelos também estão indicando que teremos uma normalidade nos próximos três meses — explica a meteorologista.

Ela diz, ainda, que o aquecimento da superfície perto da América tende a continuar, o que influencia ainda mais para a normalidade do fenômeno.

Dias podem ser mais quentes

Segundo a Defesa Civil, há a expectativa de que o outono seja mais quente em Santa Catarina. A tendência é de que as temperaturas fiquem dentro ou acima da média esperada para o período. Em março, por exemplo, ela deve variar entre 29ºC e 32ºC em algumas regiões. Isto porque a previsão é de que massas de ar quente sejam mais frequentes durante o período, criando dias consecutivos de temperaturas altas.

Apesar disso, conforme a Epagri/Ciram, podem ocorrer episódios isolados com temperatura mais baixa durante a madrugada e amanhecer, com possível formação de geada nas áreas altas da Serra catarinense.

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Já em abril, haverá queda gradual nas temperaturas com a chegada de massas de ar frio, fenômeno que deve se repetir em maio, com máximas entre 23ºC e 26ºC no Litoral e Vale do Itajaí, e entre 17ºC e 24ºC nas demais regiões. Mas, segundo a Epagri, também são esperados dias consecutivos de altas temperaturas, especialmente em maio.

A meteorologista da Epagri/Ciram diz, ainda, que o inverno deve ser mais quente, principalmente durante a tarde. Porém não se descarta dias frios, principalmente no pico da estação, com formação de geada. Em relação a neve, ainda não há indicativos que ela deva cair no Estado durante os próximos meses.

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