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    Entenda o que já se sabe sobre a investigação do assassinato de uma família em Alfredo Wagner

    Impressões digitais, sangue nas roupas e testemunhas ouvidas estão entre provas coletadas pela polícia, que apura a morte de três pessoas

    14/08/2019 - 18h15 - Atualizada em: 15/08/2019 - 15h19

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Na segunda-feira Polícia Civil e IGP retornaram à propriedade para diligências
    Na segunda-feira Polícia Civil e IGP retornaram à propriedade para diligências
    (Foto: )

    O suspeito pelo assassinato de três pessoas da mesma família em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, foi denunciado por triplo homicídio qualificado pelo Ministério Público nesta quinta-feira (15). O crime ocorreu na última sexta-feira (9), quando os corpos foram encontrados na área rural do município.

    Carlos Alberto Tuneu, 67 anos, foi morto a caminho de casa, aproximadamente um quilômetro distante da propriedade. Segundo a investigação, ele foi o último a ser assassinado. A esposa, Loraci Mathes, 50, e o filho do casal, Mateo Tuneu, 8, foram mortos dentro da casa onde a família morava.

    Segundo o delegado regional de Lages, Fabiano Schmitt, após a prisão em flagrante do suspeito, que ocorreu no mesmo dia do crime, em Bom Retiro, a polícia continuou com o trabalho e realizou diligências complementares, em busca de provas para comprovar a tese inicial levantada pela investigação: uma dívida entre os envolvidos. O suspeito continua preso em Lages.

    — Conseguimos provas robustas sobre a autoria, como impressões digitais do suspeito preso no veículo da vítima (Carlos), marcas de sangue nas roupas do suspeito e, também, ouvimos uma testemunha fundamental, quem produziu a barra de ferro utilizada — revela Schmitt.

    A informação é de que o suspeito comprou a barra de ferro utilizada para matar pai, mãe e filho. O objeto utilizado, ainda não encontrado, tem aproximadamente 1 kg e foi adquirido momentos antes dos assassinatos. Um livro com capa escura e anotações sobre uma dívida que o suspeito tinha com a família também foi apreendido.

    Segundo informações dos investigadores, o suspeito teria ido ao sítio na tentativa de eliminar os papéis assinados na noite anterior ao crime, em que reconhecia sua dívida com a família. Os policiais acreditam que a mulher resistiu para entregar os documentos.

    Ainda segundo a investigação, o menino morreu por ter testemunhado o assassinato. O último a morrer teria sido Carlos. Conforme a polícia, o suposto autor teria deixado a casa e seguido para a estrada, onde esperou a vítima.

    Agora, conforme Schmitt, faltam alguns procedimentos mais burocráticos da investigação, porém, as provas necessárias para o indiciamento do autor, que ocorre ao final do inquérito, já foram coletadas.

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