O bilionário Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil, segundo documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A informação sobre a existência do documento aparece na lista de arquivos compartilhados pelo órgão americano nas últimas semana em uma pasta chamada de “Arquivos diversos”. Com informações do g1.

Continua depois da publicidade

O documento consta na Receita Federal como regular e foi inscrito em 2003. O registro também apresenta a data de nascimento do bilionário, 20 de janeiro de 1953. A possibilidade de um estrangeiro solicitar a inscrição no cadastro de pessoas físicas do Brasil está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024.

A Receita Federal informou ao g1 que qualquer medida relacionada ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida, como é o caso de Epstein, só pode ser requerida por:

  • inventariante, cônjuge, companheiro ou o sucessor a qualquer título, no caso de haver bens a inventariar no Brasil; ou
  • cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão previdenciária por morte, caso não haja bens a inventariar no Brasil.

Epstein chegou a conversar com Nicole Junkermann sobre a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em uma troca de e-mails datada de outubro de 2011, a empresária e investidora alemã pergunta a Epstein se ele já havia considerado essa alternativa.

Continua depois da publicidade

Epstein tem CPF ativo no Brasil, revelam documentos dos EUA
CPF consta como regular na Receita Federal (Foto: Receita Federal, Reprodução)

O que são os Arquivos de Epstein

Os chamados “Arquivos de Epstein” reúnem mais de 300 gigabytes de dados armazenados no sistema eletrônico do FBI, incluindo relatórios de investigação, documentos internos, registros de intimações, memorandos e centenas de formulários 302, usados por agentes para registrar depoimentos de vítimas, testemunhas e suspeitos.

Apesar do enorme acervo, especialistas e jornalistas que acompanham o caso há décadas reforçam que a presença de nomes nos documentos não significa, automaticamente, envolvimento em crimes. A repórter Julie K. Brown, do Miami Herald, considerada uma das principais referências na cobertura do escândalo, já afirmou que investigadores que trabalharam no caso dizem não haver evidências de que Epstein mantinha uma lista formal de clientes.