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Escolha do novo reitor da UFSC vai para Bolsonaro após polêmica e manobras

Irineu Manoel de Souza e Joana Célia dos Passos foram os mais votados na eleição do Conselho Universitário

02/05/2022 - 11h31 - Atualizada em: 03/05/2022 - 11h21

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Catarina
Por Catarina Duarte
Chapa "Universidade Presente" foi a primeira colocada também na consulta informal
Chapa "Universidade Presente" foi a primeira colocada também na consulta informal
(Foto: )

A lista tríplice com os candidatos à reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) será composta pela chapa vencedora da consulta informal promovida pela instituição. Agora, a escolha ficará com o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Irineu Manoel de Souza e Joana Célia dos Passos da “Universidade Presente” foram os mais votados na eleição do Conselho Universitário (Cun) que ocorreu na manhã desta segunda-feira (2). 

A votação foi marcada por polêmica após um professor que não participou da consulta informal, a primeira etapa da eleição, se candidatar à reitoria. Ele acabou em último lugar na escolha do CUn.

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A escolha dos nomes da reitoria e vice é feita de forma separada, assim Irineu recebeu 35 votos e Joana, 37. O próximo passo é o envio da lista tríplice ao Ministério da Educação, que deve ocorrer na terça-feira (3). 

A escolha do reitor passa pela decisão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A escolha do próximo reitor da UFSC foi marcada por um acordo entre as chapas concorrentes. Antes da decisão do CUn, que é a votação oficial, há uma consulta informal em que alunos, servidores e professores votam.

No segundo turno, as duas candidaturas, “Universidade Presente” e “UFSC Viva” anunciaram que em caso de derrota não se inscreveriam ao pleito do Conselho.

Isso de fato ocorreu. Contudo, uma polêmica marcou essa etapa da eleição. O professor Luiz Felipe Ferreira, do Departamento de Ciências Contábeis da UFSC, se candidatou ao cargo. Ele não concorreu na etapa informal, o que foi alvo de críticas.

Em entrevista à colunista Dagmara Spautz, Ferreira afirmou que a decisão foi motivada pela preocupação com a “moralidade pública” e que o intuito da candidatura era o de “ter uma outra frente para a universidade”. 

Ele acabou em quarto lugar na votação do Conselho Universitário, recebendo apenas 3 votos.

Além de Ferreira, foram inscritas outras duas candidaturas a reitor e vice. Os candidatos, no entanto, eram membros da chapa de Irineu e Joana. Essas inscrições já haviam sido anunciadas e eram uma forma de garantir que o nome dos escolhidos na consulta informal integrasse a lista tríplice.

Entenda mais sobre as eleições da UFSC no comentário de Dagmara Spautz

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