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Esquema de pirâmide financeira em SC deixa prejuízo milionário e é alvo da PF

Operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta terça-feira (3) e cumpre ordem judiciais em quatro cidades

03/05/2022 - 08h25 - Atualizada em: 03/05/2022 - 14h16

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Talita
Por Talita Catie
Bens de envolvidos tão estão sendo sequestrados
Bens de envolvidos tão estão sendo sequestrados
(Foto: )

Uma quadrilha investigada por pirâmide financeira está no alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (3) em Santa Catarina. O grupo é apontado como responsável por causar prejuízos milionários a investidores. 

As 11 ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara Federal de Itajaí. São três mandados de prisão, oito de busca e apreensão e ainda o sequestro de bens de pessoas e empresas ligadas aos crimes. 

Os alvos estão nas cidades de Balneário Camboriú, Tubarão, Camboriú e Barueri (SP).

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As investigações apontam que a organização criminosa é formada por cerca de 20 pessoas e começou a atuar em 2019. Eles criavam empresas que funcionavam como banco digital sem autorização do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. 

A polícia diz que a quadrilha fazia falsas promessas de rendimentos acima dos juros de mercado e captava recursos financeiros através de depósitos em dinheiro ou por meio da negociação de criptomoedas.  

Estima-se que cerca de 120 pessoas foram lesadas. O prejuízo é calculado gira em torno de R$ 15 milhões, segundo a PF.

Criminosos tentam escapar

A polícia informou que a principal empresa criada pelos bandidos encerrou as atividades no ano passado. A alegação era de que "todos os investimentos dos clientes estariam bloqueados em uma conta de corretora de criptomoeda". 

Mais tarde, a mesma empresa registrou um boletim de ocorrência acusando uma celebridade italiana de se apropriar dos recursos, conforme a PF.

A suspeita dos investigadores é que pode se tratar de histórias fictícias com o único objetivo de os investigados se passarem por vítimas e se esquivarem da cobrança dos investidores.  

Os crimes nos quais os infratores foram indiciados são os de organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional.

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