Um esquema nacional de fabricação e venda de canetas emagrecedoras falsificadas foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Na manhã desta terça-feira (7), 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Joinville e outros dois em Lages.

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Chamada “Heavy Pen”, a ação, em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), teve o objetivo de reprimir a entrada irregular do item no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos injetáveis, chamados de “canetas”, destinados ao emagrecimento.

Confira fotos da operação contra canetas emagrecedoras falsas

Esquema nacional foi alvo em outros estados

No Brasil todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além da realização de 24 ações de fiscalização, nos estados do Espírito Santo, de Goiás, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Pará, do Paraná, de Roraima, do Rio Grande do Norte, de São Paulo, de Sergipe e de Santa Catarina, que teve alvos em Joinville, nos bairros Iririú, Paranaguamirim, Floresta, Bucarein, Anita, João Costa e Comasa, e Lages, na Serra catarinense.

De acordo com a PF, as ações concentram-se, especialmente, em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias semelhantes, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil.

Endereços fiscalizados

Durante as diligências policiais, também foram fiscalizados estabelecimentos, como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, com fracionamento ou com comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

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As investigações apontam que os grupos alvos têm envolvimento na cadeia ilícita das canetas emagrecedoras, desde a importação fraudulenta até a distribuição e a comercialização irregular de substâncias de uso injetável.

Ainda conforme a PF, as condutas investigadas podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e à comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando. Todos os elementos colhidos durante a operação devem contribuir com as investigações já em andamento.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira