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Saúde

Estado nega atraso de pagamento após profissionais do Samu reclamarem de condições de trabalho

Empresa terceirizada que administra serviço do Samu admitiu que recebe em dia do Estado cerca de R$ 10,4 milhões por mês e, por isso, não atrasa salários dos funcionários

23/02/2021 - 04h28

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
O Samu de Santa Catarina é administrado por uma empresa terceirizada de Florianópolis
O Samu de Santa Catarina é administrado por uma empresa terceirizada de Florianópolis
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Em reunião realizada nesta segunda-feira (22) entre profissionais do Samu de Santa Catarina com a Secretaria do Estado de Saúde, a superintendência de Urgência e Emergência (SUE) negou atraso no pagamento a empresa OZZ Saúde. A questão salarial está entre os pedidos da categoria que levaram a uma greve de 15 dias em Joinville entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, além de protestos em Florianópolis, Criciúma e Chapecó no mesmo período. A melhora nas condições de trabalho também foram discutidas. 

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O encontro durou três horas e contou com a presença das Superintendências de Urgência e Emergência (SUE), da Gestão Administrativa (SGA) da Secretaria de Estado da Saúde, OZZ Saúde, sindicato e Conselho Regional de Enfermagem de SC (Coren). A secretaria reforçou o compromisso com os profissionais do serviço e compreende suas manifestações em busca de direitos previstos em lei. 

Além disso, o Estado destacou que paga o teto máximo de contrato para a empresa OZZ Saúde para a prestação de serviços, o que chegou a mais de R$ 125 milhões em 2020. 

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- Não existe atraso no pagamento e está sendo pago mensalmente o que a própria empresa manifestou na defesa de sua licitação. Isso pode ser conferido no Portal da Transparência - descreveu o Superintendente de Urgência e Emergência, coronel Diogo Bahia Losso. 

 A OZZ Saúde, por sua vez, admitiu que recebe em dia do Estado cerca de R$ 10,4 milhões por mês e, por isso, não atrasa salários dos colaboradores. Ressaltou que o Samu de SC é dos melhores do Brasil e que merece esse reconhecimento. Mas avalia que existe necessidade de um reequilíbrio financeiro. 

Quanto ao déficit, o Estado cobrou que gestão e análise de longo prazo precisam ser avaliadas quando se busca uma licitação de um serviço como Samu, mas que analisará caso a caso. 

Profissionais cobram cumprimento da legislação

Representantes de sindicatos e dos trabalhadores cobraram da prestadora o cumprimento da legislação e de seus direitos.

- O Samu não para porque fizemos o juramento de salvar vidas, mas precisamos de devolutivas - disse um dos profissionais. 

Nova reunião em 15 dias

A superintendência reconheceu seu papel na garantia do melhor aos seus servidores durante a reunião. Também apontou que está realizando fiscalizações e tem feito revisões específicas, quando necessárias.

- Estamos cobrando, notificando e penalizando o que observamos que não é compatível com as normas contratuais. Existe essa angústia trabalhista e ela é legítima. Não fomos e não seremos omissos. As respostas serão dadas o mais breve possível e uma nova reunião já foi marcada para daqui a 15 dias para refletir o andamento do processo - reforçou o Superintendente Losso.

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