A mulher foi vítima de uma tentativa de feminicídio na noite da última segunda-feira (06), no bairro Portal do Sol, em Quilombo, no Oeste catarinense, conseguiu escapar do agressor com a ajuda de uma vizinha, que acionou imediatamente o telefone de emergência 190.

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Segundo a Polícia Militar, a vítima foi atingida por pelo menos cinco golpes de faca nas costas e no peito durante uma discussão com o ex-companheiro.

Relembre o caso

Quando as guarnições chegaram ao local, a vítima já havia sido levada para atendimento médico. Durante as buscas na residência, os policiais encontraram o autor trancado na lavanderia, ferido com golpes de faca. A porta precisou ser arrombada para garantir o socorro e a segurança do homem, que foi atendido sob custódia policial.

De acordo com a PM, o suspeito confessou ter atacado a ex-companheira após uma discussão. Ele foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio na forma tentada e encaminhado aos procedimentos da Polícia Civil, além de posterior encaminhamento ao sistema prisional. As autoridades informaram que o autor não aceitava o fim do relacionamento, encerrado em janeiro deste ano.

O local do crime foi isolado para a realização da perícia.

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A Polícia Militar destacou ainda que não havia registros anteriores de ocorrência envolvendo o casal, reforçando a importância da formalização de denúncias em casos de violência doméstica. Segundo a corporação, a comunicação às autoridades permite a adoção de medidas protetivas e ações preventivas previstas na Lei Maria da Penha, fundamentais para evitar a escalada da violência.

Mapa do feminicídio traça perfil das vítimas em SC

O Mapa do Feminicídio, divulgado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), mostrou quem são as vítimas do crime entre 2020 e 2024 no Estado, quando 335 mulheres foram mortas, principalmente, pelo companheiro ou ex-companheiro.

— Os dados indicam que 67% das nossas vítimas não finalizaram o ciclo de educação básica. 83% delas estão na base da pirâmide socioeconômica. Ou seja, nas classes D e E. 53% dessas mulheres tinham filhos. A maioria delas era trabalhadora informal, autônoma ou com vínculos um pouco mais precarizados de emprego — explica a promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon.

Quem são as vítimas de feminicídio em SC

Como denunciar