A ex-namorada de Daniel Vorcaro, Martha Graeff, voltou às redes sociais nesta quarta-feira (8) depois de mais de um mês sem publicações. A influenciadora, que já havia se pronunciado por meio de uma carta após o vazamento de mensagens entre ela e o então companheiro, dono do Banco Master, disse, em um vídeo, que nunca soube sobre as festas caras com Vorcaro, inclusive sobre o próprio noivado que, segundo ela, “foi uma surpresa”.
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Vorcaro e Graeff noivaram em novembro de 2024 em Roma, na Itália, em uma verdadeira festa “de milhões”. O então casal alugou prédios históricos da Villa Adriana e do Palazzo Colonna, com hospedagens no Palazzo Shedir e um espetáculo de luzes no céu. No vídeo desta terça-feira, a modelo disse que não ganhava presentes de luxo do ex-noivo.
— Eu não ganhei mansão, não ganhei carro, não ganhei barco. Isso tudo é mentira. E sobre festas e viagens, eu nunca soube de detalhes. Eu nunca organizei. Muitas delas foram surpresa para mim, inclusive o noivado.
Quando Martha e Daniel Vorcaro terminaram?
Ex-namorada descobriu sobre polêmica com Banco Master pela imprensa
Martha também afirmou que soube das irregularidades do Banco Master pela imprensa e que, antes disso, estava feliz no relacionamento à distância, já que ela mora em Miami, nos Estados Unidos.
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— Foi quando eu também comecei a perceber ou entender junto com todo mundo. Na época ele não era uma pessoa investigada. Eu não sabia. Muita gente pergunta: “Nossa, mas ela não sabia?” Não, eu não sabia. Não só eu não sabia como ninguém mais sabia. Nem as pessoas daquele meio, os órgãos reguladores, os clientes, ninguém sabia. Eu acho que todos começaram a entender o que estava acontecendo juntos. — afirmou.
Ela lembrou que iniciou o namoro com Vorcaro após terminar um relacionamento de 13 anos com outra pessoa, de onde saiu “em pedaços”. Com o banqueiro, Martha afirmou que se sentia a vontade para se entregar novamente ao amor.
— Eu acho que todo mundo que já divorciou sabe como a gente fica: vulnerável, tentando se reerguer. E foi quando eu comecei a receber aquele amor, aquele afeto, aquela atenção. Eu achava que eu nunca mais fosse amar. Para mim foi uma momento, tipo, agora eu posso me entregar de novo, eu vou confiar. E me apaixonei, me entreguei e confiei — lembrou.
A modelo deixou claro que não é investigada por nenhum crime. Ela chegou a ser convocada por CPIs no Congresso para explicar essas mensagens, mas não compareceu, já que estava na condição de testemunha.
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Martha Graeff chamou vazamento de mensagens de “atrocidade”
No vídeo, Martha também chamou o vazamento das mensagens privadas com Vorcaro, muitas íntimas, de “atrocidade” e “covardia” para “desviar o foco de quem realmente importava”.
— Colocaram o foco em quem? Em uma mulher que não tinha nada a ver com essa situação. Eu fui arrastada para um lamaçal que não me pertence — disse.
A modelo disse que foi “linchada” e “vulgarizada” e que se sentiu muito triste pelos comentários e julgamentos que recebeu.
— Essas últimas semanas foram um pesadelo e eu recebi muito apoio. Eu recebi amor da minha família, dos meus amigos, de pessoas que me seguem e que sabem quem eu sou. que me seguem há muitos anos, que acompanham o meu trabalho de 20 e poucos anos, fazendo milhares de coisas, projetos filantrópicos, ajudando pessoas, usando a minha voz para erguer os outros. — disse.
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Martha Graeff se pronunciou nas redes sociais
Relembre o caso do banco Master
O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A segunda prisão aconteceu no dia 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
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