A influencer e modelo Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, falou pela primeira vez, nesta sexta-feira (27), em uma carta sobre o caso Master e as mensagens íntimas vazadas com o então companheiro. No documento, enviado ao blog da Andreia Sadi, Martha disse que foi “linchada, cancelada e vulgarizada”, e questionou “a quem interessa tudo isso”.
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Martha disse, na carta, que as últimas semanas tem sido “as piores” da vida dela, o que também tem atingido a filha dela, de seis anos, e os seus familiares, segundo a influenciadora. Recentemente, o pai de Martha, Tomas Graeff, saiu em defesa da filha em uma postagem no Instagram, afirmando que ela era vítima de “injustiça, ódio e violência sistêmica”.
Quando Martha e Daniel Vorcaro terminaram?
Martha Graeff sabia dos esquemas investigados do Banco Master?
Nesta sexta, Martha afirmou, na carta, que não não tinha conhecimento das atividades de Vorcaro, e destacou que soube “exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa”. Para ela, “não tinha qualquer razão para não acreditar” no banqueiro.
“E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar”, afirmou na carta.
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A influenciadora também disse que Vorcaro era especial com a família dela e com os seus amigos, sendo “um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior”. Ela reiterou que o relacionamento era à distância.
“Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi à distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens“, escreveu.
Martha negou, também, ter sido beneficiada pela transferência de bens, e disse que nunca se envolveu com os negócios de Vorcaro, a quem chamou de “ex-namorado”.
“Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado”, destacou no texto.
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Conversas vazadas
A relação entre o banqueiro e a influenciadora foi exposta por mensagens obtidas pela Polícia Federal e circulou nas redes sociais. Nas conversas, Vorcaro aparece, em diversos momentos, desabafando com Graeff, com relatos até de extorsão. Quando o banqueiro foi preso pela primeira vez, ainda em novembro de 2025, a influenciadora acabou terminando o namoro.
Em outras conversas, que aparecem em uma reportagem da colunista Malu Gaspar, do O Globo, Daniel falava para a companheira sobre como iam os negócios relacionados ao Banco Master, e chegou a dizer que “esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia”. A conversa aconteceu durante a tentativa de aprovação pelo Banco Central da compra do Master pelo BRB, ainda em abril de 2025.
No entanto, também foram vazadas mensagens íntimas trocadas entre Vorcaro e Martha, em 2024, que não teriam relação com os crimes investigados.
Sobre essas mensagens, Martha disse que teve a “vida privada invadida”, e que se sente “quebrada por dentro e por fora”.
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“Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa – e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso? […] Não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida”, finalizou.
Relembre o caso do banco Master
O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A segunda prisão aconteceu no dia 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
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*Com informações do g1.






