A Justiça de Santa Catarina concedeu prisão domiciliar para a advogada Gabriela Vieira Serafin, conhecida como “advogata” nas redes sociais. Ela foi detida pela Polícia Militar nesta sexta-feira (19), em Florianópolis, por ser uma das lideranças de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas que atuava na região da Tapera.

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A defesa argumentou que Gabriela é responsável pelo seu filho, de 9 anos, o qual necessita de cuidados maternos. A Justiça considerou os eventuais prejuízos psicológicos à criança, diante da possível ausência de referência parental e da ruptura da convivência familiar.

Como medida restritiva, a advogada fica proibida de manter contato com demais investigados no caso, além de não poder usar redes sociais. Ela terá monitoramento por tornozeleira eletrônica e, se tratando de prisão domiciliar, fica restrita a circular apenas no imóvel onde reside.

Veja fotos da “advogata”

“Advogata” foi presa nesta sexta-feira, em Florianópolis

Durante patrulhamento, agentes da Polícia Militar abordaram Gabriela no bairro Pantanal e constataram a existência da ordem judicial em aberto. Ela estava foragida desde abril de 2026.

mandado de prisão temporária contra Gabriela foi expedido no dia 13 de abril pelo crime de tráfico de drogas para quem vende, produz, transporta ou fornece drogas, com pena de 5 a 15 anos de reclusão e pagamento de 500 a 1,5 mil dias-multa.

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Ao NSC Total, o Ministério Público de Santa Catarina afirmou que foi proposta uma ação penal por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação no combate ao crime organizado. A ação tramita na Vara Estadual de Organizações Criminosas, e está sob análise do Poder Judiciário. O caso está em sigilo.

Operação mapeou pontos de venda de drogas e intermediadores

A advogada foi alvo da operação “Quebra de Comando”, deflagrada no dia 12 de maio pela Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis. A operação foi resultado de aproximadamente 1 ano de investigação, com diligências, monitoramentos e apurações sobre a dinâmica criminosa local.

Com as investigações, foram mapeados pontos de venda de entorpecentes, e identificados operadores do tráfico, intermediadores e responsáveis pela logística criminosa instalada na comunidade da Tapera.

Ao todo, 15 pessoas foram presas na ocasião, com 30 mandados de busca e apreensão. Na casa da advogada, nada de ilícito foi encontrado, apenas dispositivos eletrônicos. Ela, no entanto, não estava no local.

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Advogada relatava rotina com clientes nas redes sociais

A advogada tinha milhares de seguidores em uma rede sociais, compartilhando vídeos sobre processos criminais utilizando gírias para falar sobre os casos. Em um dos registros, ela falava sobre uma cliente que tinha sido presa após tentar levar drogas de Florianópolis para Paris.

“A guria ia embarcar para Paris com um quilo de cocaína dentro do tênis. Eu cheguei lá na Polícia Federal para acompanhar esse flagrante. Foi presa no aeroporto de Florianópolis com passagem para a França. Vocês acham que a guria ia levar pouca droga? , se vocês vissem o tamanho do pé dela, ela tava com aqueles tênis, sabe? Branco, pagodeiro, tá ligado?”

Com os vídeos, gravados muitas vezes dentro do próprio carro, Gabriela ganhou popularidade, principalmente pela linguagem coloquial usada. O perfil dela, no entanto, foi excluído depois que a operação veio a tona.

O que diz a defesa?

Em nota, o escritório Duncke & Menna Advogados Associados, responsável pela defesa de Gabriela, afirmou que não fará manifestações públicas sobre os fatos discutidos na demanda, em respeito “ao Poder Judiciário e às instituições, bem como em razão de o processo tramitar sob segredo de Justiça

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— Todas as informações e esclarecimentos pertinentes serão apresentados exclusivamente nos autos, foro adequado para a apreciação da matéria — afirmaram os advogados.