Sem dúvidas, uma das maiores obsessões da ciência é encontrar prova de vida fora da Terra. São décadas de pesquisas constantes, teorias e muito empenho – e investimento – para observar e estudar possíveis regiões e astros no espaço que comprovem que não estamos sozinhos no Universo.

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Essa busca incessante, porém, por vezes, se mostra cansativa. Apesar de todos os esforços e das pesquisas, a ciência ainda não conseguiu qualquer indício robusto de que existe vida fora da Terra. A procura, porém, não para.

Mas, se mesmo com décadas de pesquisas ainda não foi encontrado nenhum forte sinal de vida longe do nosso planeta, o que mantém os cientistas nessa busca? A resposta para essa pergunta vem sendo construída nos últimos anos: os pesquisadores estão encontrando pistas, mesmo que sutis, de que não é apenas a Terra que abriga ou que abrigou vida em algum momento.

O que faz a ciência acreditar que existe vida fora da Terra?

A vida, ao menos em formas mais complexas, é rara no Universo. Isso já é praticamente unanimidade na comunidade científica. Para que espécies se formem, evoluam e se desenvolvam, é necessário uma série de fatores e eventos extraordinários. Um grande variedade de condições precisam ser cumpridas de forma simultânea para que a vida se torne possível em algum corpo celeste. Mesmo com a vastidão do cosmos, é improvável que essa combinação ocorra por muitas vezes.

Mas isso não significa que somos únicos ou que a vida existe apenas na Terra. Nos últimos anos, uma série de descobertas faz a ciência acreditar que seres microbianos e outros com pouca complexidade se desenvolveram – e talvez ainda estejam em evolução – em alguns astros espalhados pelo Universo.

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Outras “Terras” no espaço

Um dos motivos que reforça a crença são os chamados Exoplanetas – planetas que orbitam estrelas fora do nosso Sistema Solar e até mesmo em outras galáxias. Recentemente, com o auxílio do supertelescópio James Webb, os cientistas encontraram alguns planetas com características e condições muito semelhantes às da Terra.

Alguns desses planetas não são exatamente parecidos com o nosso, mas reúnem boa parte das condições para abrigar vida. Estão nas chamadas “zonas habitáveis” das estrelas e possuem água. Em um desses planetas, algo chamou ainda mais a atenção dos cientistas: a presença de gases que só são emitidos com atividade biológica, mais especificamente por organismos marinhos vivos.

Essa descoberta foi feita no exoplaneta K2-18b, que orbita uma estrela anã-vermelha na Constelação de Leão, a cerca de 124 anos-luz da Terra. É um dos indícios de vida extraterrestre mais fortes já captados.

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Vida em Marte

Recentemente, descobertas em Marte também animaram os cientistas, que passaram a estudar a possibilidade de que o nosso vizinho, chamado de Planeta Vermelho, tenha abrigado vida há alguns bilhões de anos.

Sistemas de drenagem complexos e a existência de grandes rios no passado são um desses fatores, que se reforçam com a descoberta de sedimentos encontrados no que seria a margem desses rios. Esses sedimentos indicam que houve atividade biológica por lá.

A busca continua

Mesmo de olho nas atividades do planeta K2-18b e também estudando cada vez mais a superfície de Marte, a ciência segue expandido a busca por vida fora da Terra. O próximo alvo é Europa, uma das Luas de Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar. Essa Lua possui oceanos congelados e outras características que podem representar condições para a sobrevivência de seres microbianos.

A agência espacial americana, a NASA, enviou a sonda JUNO para observar a Lua Europa. O equipamento já está no espaço, e deve chegar ao destino em 2029.

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Estudos recentes, porém, apontam que a presença de vida por lá é muito improvável, já que o astro não apresenta atividades vulcânicas ou tectônicas, que são essenciais para alguns processos químicos necessários para o desenvolvimento da vida.