Países do Oriente Médio, como Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, relataram ter sido alvos de ataques do Irã nesta terça-feira (7). Mísseis e drones atingiram regiões desses países horas antes do fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a nação chegue a um acordo com os Estados Unidos.

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Onde foram registrados ataques

  • Em Bagdá, no Iraque chamas foram vistas em instalações americanas próximas ao aeroporto.
  • Em Doha, no Catar, explosões foram ouvidas, segundo a agência Reuters. O país afirmou que interceptou um ataque de mísseis com sucesso.
  • No Bahrein, o Ministério do Interior informou que sirenes foram acionadas pelo país.
  • Nos Emirados Árabes Unidos foram acionadas sirenes de alerta, e o país disse estar “atuando contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones”.
  • No Kuwait, um toque de recolher foi ordenado em todo o país, e o alerta aos moradores é para que só saiam de casa em caso de absoluta necessidade.

“Os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo”, disse o Ministério do Interior do Bahrein, em uma publicação na internet.

A mídia iraniana publicou um alerta a moradores e cidadãos que cruzam diversas pontes e estradas na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. A partir das 23h no horário de Teerã (16h30 em Brasília), essas áreas serão declaradas zonas militares.

Lançamentos de mísseis tem sido feitos por parte do Irã contra o território de Israel. Teerã foi alvo de um ataque de Israel que matou o chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária.

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O que diz o “ultimato” de Trump

O prazo dado por Donald Trump para que o Irã chegue a um acordo com os Estados Unidos termina nesta terça-feira, às 21h. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chega a sexta semana, prazo visto como “máximo” para o conflito pelo próprio presidente americano quando a guerra começou.

Em um post na rede Truth Social nesta terça, horas antes do prazo final para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, Donald Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Autoridades iranianas, por sua vez, deram declarações no sentido de que o país não deve ceder. Trump disse que não quer “que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”.

Qual o argumento do Irã

Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, disse nesta terça-feira que Teerã não ficará de braços cruzados se Trump cumprir as ameaças que vem fazendo. As falas, na avaliação do enviado iraniano na ONU, “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”.

“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.

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*Com informações do g1