Cerca de 350 mil unidades do Ozivy, nova caneta emagrecedora de semaglutida aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), serão disponibilizadas nas farmácias brasileiras pela EMS em um primeiro momento, com chegada gradual. Ao menos 40 unidades serão produzidas por hora na fábrica da gigante farmacêutica em Hortolândia, em São Paulo.

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A substância usada no Ozivy é a mesma usada dos medicamentos Ozempic e Wegovy, indicados para diabetes tipo 2 e obesidade. Neste primeiro momento, o Ozivy poderá ser divulgado apenas para diabetes, sem indicação para obesidade. A EMS, no entanto, já pediu à Anvisa a ampliação das indicações aprovadas em bula.

A fábrica, segundo o vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez, tem capacidade para produzir até 40 milhões de unidades por ano do Ozivy, mais do que o suficiente para atender ao mercado, conforme destacado pela colunista da NSC, Estela Benetti, o que permite expansões futuras.

— Temos, hoje, duas linhas de produção. Cada linha com capacidade de produção de 20 milhões de canetas por ano. Então, estamos falando de uma capacidade produtiva de 40 milhões de unidades por ano, o que seria suficiente para sobrar em relação à necessidade mercadológica. Mas estamos falando de uma demanda desconhecida. Não sabemos como vai se comportar o mercado – disse o empresário.  

Com isso, a estimativa é que sejam vendidas 1,3 milhão de canetas no primeiro ano de produção, com um faturamento maior que R$ 500 milhões.

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Saiba mais sobre o novo medicamento

Quanto vai custar as canetas Ozivy?

Conforme a EMS, as canetas Ozivy devem chegar às farmácias no Brasil em até 30 dias, com preço 30% mais baixo do que o original Ozempic, da Novo Nordisc. No entanto, o preço oficial ainda não foi divulgado.

A EMS espera que o Ozivy, a primeira semaglutida aprovada no Brasil desde o fim da patente da Novo Nordisk, se torne o produto de maior faturamento da empresa nos próximos 12 meses.

Investimento de R$ 1,2 bilhão

A empresa afirma que a empresa investiu R$ 1,2 bilhão na plataforma de produção do novo medicamento, com a estrutura sendo preparada antes da aprovação da Anvisa. O objetivo foi acelerar a entrada do produto no mercado farmacêutico.

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