A assinatura do termo de cessão de uso que autoriza a demolição dos antigos pavilhões da Cecrisa, em Criciúma, representa um novo avanço para a implantação do Parque Empresarial de Inovação Leonardo Da Vinci. A área de 60 mil metros quadrados, adquirida pela Prefeitura por R$ 10 milhões, deve dar lugar a um complexo voltado à tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável.
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Atualmente, a estrutura da antiga cerâmica apresenta sinais de abandono, com partes comprometidas, vigas cedendo, telhados destruídos, além de problemas relacionados à segurança. O espaço também é alvo frequente de pichações e invasões, situação que vinha gerando preocupação entre moradores e empresários da região da Próspera.
O termo foi assinado junto à Celesc, que possuía a posse do imóvel, embora a propriedade ainda estivesse registrada em nome do Estado de Santa Catarina. Com a autorização formalizada, o município poderá iniciar a demolição dos pavilhões. Após essa etapa, ainda será necessária a regularização do terreno por meio de projeto de lei.
Projeto prevê polo tecnológico e integração entre setores
O futuro Parque Empresarial de Inovação Leonardo Da Vinci foi concebido pela equipe Reinventa Cidades, da Academia de Negócios da Fiesc, com o objetivo de transformar a antiga sede da Cecrisa em um ambiente integrado de inovação.
A proposta busca posicionar Criciúma como referência em tecnologia e empreendedorismo, reunindo iniciativa privada, universidades, setor público e sociedade civil em um mesmo ecossistema.
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O conceito central do projeto é “Trabalhar, Viver, Respirar e Inovar”, inspirado nos princípios do Novo Urbanismo e das chamadas “Cidades de 15 Minutos”. A ideia é criar um espaço multifuncional, com empresas, laboratórios, áreas de lazer, comércio, serviços e espaços de convivência integrados.
Estrutura da Cecrisa deve ser parcialmente preservada
O masterplan do parque prevê a remoção da maior parte das estruturas atuais da antiga fábrica, mas também a preservação de uma área considerada simbólica para a história industrial de Criciúma. O espaço passará por retrofit para abrigar um Hub de Inovação Aberta, funcionando como ponto inicial do projeto.
Ao lado do prédio revitalizado, o plano prevê uma praça integrada a espaços de apoio, como restaurantes, mercado e lojas. A proposta é fomentar desde o início um ambiente de convivência e circulação de pessoas, estimulando conexões entre empresas, estudantes e comunidade.
A organização urbanística do parque foi planejada para criar uma centralidade no terreno, permitindo acesso às futuras edificações em até cinco minutos de caminhada. O acesso principal será pela Avenida Manoel Delfino de Freitas (SC-445), além de uma via lateral já existente.
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Praça elevada e torres corporativas fazem parte da proposta
Outro destaque do projeto é a construção de um edifício-praça no centro do complexo. Inspirada na história da mineração de carvão em Criciúma, a estrutura prevê uma praça elevada, enquanto a parte inferior abrigará um Centro de Visitação destinado à apresentação das iniciativas desenvolvidas dentro do parque.
Também fazem parte da proposta duas torres corporativas, pensadas como símbolo da nova fase econômica e tecnológica do município. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o projeto pretende incentivar construções sustentáveis, com baixa emissão de carbono, uso de energia solar, terraços verdes e soluções modulares.
Além da área empresarial, o parque prevê uso misto das edificações, permitindo espaços corporativos, comerciais, moradia e hotelaria. A intenção é criar um ambiente ativo em diferentes horários do dia, fortalecendo um ecossistema urbano autossustentável.
Projeto de parque empresarial ainda depende das próximas etapas
Mesmo com a autorização para a demolição, o parque ainda depende de novas etapas administrativas e de execução. Após a retirada das estruturas atuais e a regularização do terreno, o município deverá avançar na criação do masterplan definitivo e na futura implantação das obras.
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A expectativa é que o empreendimento se torne um dos principais projetos de inovação do Sul catarinense, impulsionando empregos, atração de empresas e desenvolvimento econômico para Criciúma e região.
Veja como está o pavilhão atualmente
*As informações são do Jornal do Almoço, da NSC TV








