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    Falta de prevenção marca incêndio com morte no Monte Cristo, avalia bombeiro

    Ausência de itens de segurança impediu evacuação rápida dos moradores do local

    22/07/2020 - 13h34

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    Kadu
    Por Kadu Reis
    Brechó funcionava no térreo da construção que tinha moradias nos andares superiores
    Brechó funcionava no térreo da construção que tinha moradias nos andares superiores
    (Foto: )

    O incêndio iniciado na noite desta terça-feira (21) que causou uma morte no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, é marcado pela falta de prevenção, conforme o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar, Diogo Bahia Losso. O comandante do 1º Batalhão da Capital acredita que o óbito poderia ser evitado com normas simples de segurança. Três bombeiros foram hospitalizados após o trabalho de resgate.

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    — Pra nós não há glória alguma em apagar um incêndio que poderia ter sido evitado. Infelizmente, a falta da prevenção foi o que marcou este incêndio. Uma edificação mista que não estava regular com as normas de segurança dos bombeiros. Com isso, as pessoas ficaram presas no interior da edificação. Inclusive uma foi encontrada morta embaixo da cama, muito provavelmente intoxicada e asfixiada pela fumaça, pois não tinha sinais de queimaduras — afirma Losso.

    Ouça a entrevista com o comandante do 1º Batalhão de Bombeiros Militar de Florianópolis:

    A edificação na Rua Joaquim Nabuco, 2.800, tinha comércio no térreo e kitinetes nos andares superiores. Um brechó funcionava no local e materiais como tecidos sintéticos se tornaram combustível para o incêndio, gerando maior quantidade de fumaça. O caminho de saída dos moradores só tinha uma opção, através de escada caracol, o que dificultou a evacuação do prédio.

    — Quem tem edificação multifamiliar precisa atender as normas dos bombeiros para ter segurança. Numa situação como a de ontem, um extintor de incêndio, iluminação de emergência, placas de abandono de local e saída adequada permitiriam que todas as pessoas rapidamente saíssem da edificação e não ocorresse o risco de serem queimadas ou se intoxicarem — garante o bombeiro.

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    As dificuldades de execução do resgate por conta do local também fizeram com que três bombeiros fossem hospitalizados após o trabalho. O cabo Ernani precisou entregar seu próprio equipamento de respiração para uma das vítimas e se sentiu mal após inalar fumaça. A cabo Kassandra e o sargento Jacimir também foram encaminhados ao Hospital Regional de São José, mas foram liberados e passam bem.

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