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Investigação

Família de menina encontrada amarrada em árvore em SC busca respostas um mês após o crime

Adolescente apreendido confessou o crime, mas polícia acredita na participação de pelo menos mais uma pessoa

11/03/2021 - 07h41 - Atualizada em: 11/03/2021 - 13h35

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Catarina
Por Catarina Duarte
Carolina
Por Carolina Fernandes
Ana Kemilli, 14 anos, ficou desaparecida por três dias até seu corpo ser localizado
Ana Kemilli, 14 anos, ficou desaparecida por três dias até seu corpo ser localizado
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Um mês após a morte de Ana Kemilli, 14 anos, a família ainda espera respostas sobre o que motivou o crime. A adolescente saiu de casa no dia 8 de fevereiro em Campo Belo do Sul, na Serra de SC, para acompanhar uma amiga até um ponto próximo a residência da garota e não voltou mais.

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Depois de três dias, ela foi encontrada morta com os braços amarrados em uma árvore. A polícia apreendeu um menino de 15 anos, vizinho de Ana, que teria participação no crime. Contudo, as causas e o envolvimento de mais pessoas ainda são investigados no inquérito.

A polícia acredita que pelo menos mais uma pessoa esteja envolvida no crime. Contudo, ainda não há suspeitos. O Ministério Público não deu detalhes sobre as investigações. O adolescente apreendido está internado no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e aguarda pela definição de uma sentença.

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O corpo de Ana foi encontrado por moradores do Assentamento 17 de Abril, em uma área de mata no interior da cidade. Segundo o Ministério Público, ela foi morta por estrangulamento no dia em que desapareceu.

O vizinho, que também havia desaparecido, se apresentou à polícia e declarou envolvimento com o crime. O delegado responsável pelas investigações, Tiago Gomes, disse que o jovem estava bastante assustado e não teria fornecido detalhes sobre o fato.

Mês torturante

A mãe da adolescente conta que o mês sem respostas foi torturante. Segundo Keli Taques, a família foi interrogada e mantém contato com o investigador do caso. Contudo, a ausência de respostas e da identificação de todos os culpados, transformou a situação em algo torturante.

— Esse mês está sendo uma tortura. A gente não tem uma solução. Nós não sabemos o que fazer porque nós também ficamos de mãos atadas — contou.

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Keli lembra com carinho do cuidado da filha, que sempre a apoiou nos momentos de tristeza. A adolescente começaria o oitavo ano do ensino fundamental e estava animada com o nascimento do irmão mais novo. Miguel Arthur completou quatro meses nesta terça-feira (9).

Familiares e amigos realizaram passeata e pediram justiça por Ana Kemili no dia do sepultamento da jovem
Familiares e amigos realizaram passeata e pediram justiça por Ana Kemili no dia do sepultamento da jovem
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A mãe conta que a filha e o adolescente apreendido não eram amigos. Eles moravam distante cerca de 1 quilômetro. A família também acredita que mais pessoas estejam envolvidas no crime, mas não consegue entender o motivo.

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— Nós acreditamos que o menino sozinho não faria o que ele fez. A gente não tem certeza de nada. [...] Na terça-feira depois que ela sumiu eu tinha muita esperança de encontrar ela viva. Mas quando chegou a quarta-feira… Até hoje eu não me conformo com o que aconteceu — completou.

Na segunda-feira, cerca de 80 familiares e amigos fizeram um ato virtual pedindo por justiça pela morte da estudante. A mãe da garota segue fazendo tratamento psicológico desde quando soube da perda da filha mais velha.

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