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Nova linhagem

Florianópolis confirma primeiro caso da variante XQ da Covid-19

Paciente é uma mulher de 32 anos que teria viajado à Brasília antes de positivar para a nova cepa

03/06/2022 - 14h10 - Atualizada em: 03/06/2022 - 14h53

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Diane
Por Diane Bikel
Caso foi identificado em maio
Caso foi identificado em maio
(Foto: )

Florianópolis confirmou nesta sexta-feira (3) o primeiro caso da nova variante da Covid-19, conhecida como XQ. A cepa, segundo a Fiocruz, apresenta uma mistura do genoma de duas linhagens da Ômicron - BA.1 e BA.2. 

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De acordo com a Secretária de Saúde do município, o caso foi confirmado em uma mulher de 32 anos, moradora de Florianópolis que teria viajado para Brasília no mês de maio. 

De acordo com o superintendente da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), Eduardo Macário, a variante está sendo avaliada para identificação de potencial de transmissibilidade e gravidade. No entanto, ainda não é uma situação preocupante para o Estado devido ao baixo número de casos. 

— É um sinal de que o vírus continua evoluindo e é importante manter alta cobertura vacinal para proteger as pessoas contra casos graves e óbitos. É bem provável que nos próximos meses já teremos novas fórmulas da vacina que protejam contra essas variantes, como acontece com a vacina da Influeza, por exemplo, que se adapta de acordo com os vírus circulantes no momento — diz. 

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) do Estado que não confirmou, até a publicação desta matéria, sobre a investigação de outros casos catarinenses, além do paciente já testado em Florianópolis. 

Santa Catarina é o segundo Estado do Sul do Brasil a confirmar a nova linhagem do vírus. No Rio Grande Do Sul, pelo menos 25 pacientes já foram registrados com a variante pela Fiocruz. Em São Paulo e Minas Gerais, também há a existência de casos isolados, conforme a instituição. Todos os pacientes positivados no país foram identificados entre o mês de março e maio. 

Segundo o que explica a pesquisadora do Laboratório de Vírus Respiratórios da Fiocruz, Paola Resende, até o momento, não há indicação de que o vírus esteja associado a maior gravidade de casos, já que a população apresenta boas taxas de vacinação e muitos já foram expostos a infecções prévias. No entanto, segundo o que explica, se faz necessário o acompanhamento da evolução.

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— O coronavírus tem trazido surpresas a cada momento. A recombinação pode ocorrer quando uma pessoa é infectada simultaneamente por duas linhagens. Nessa situação, durante o processo replicativo do vírus pode acontecer a montagem de um genoma com pedaços do código genético de diferentes linhagens. Essa recombinação pode resultar em cepas com potencial de disseminação maior, menor ou igual às linhagens originais — diz a cientista.

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