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Saúde pública

Florianópolis é a capital com mais chance de aumento de síndromes gripais a longo prazo, aponta Fiocruz

Ela está na lista de sete capitais brasileiras com tendência a aumento nos casos

04/10/2020 - 06h00

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra movimento na capital na pandemia
Pesquisador alerta que a situação da Covd-19 ainda é muito diferente de acordo com cada estado do Brasil
(Foto: )

Florianópolis está entre as capitais com forte tendência a crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a longo prazo, segundo o boletim InfoGripe, divulgado na sexta-feira (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A SRAG pode ser causada por vários vírus respiratórios, mas, em 2020, de acordo com o estudo, 97,6% dos casos e 99,3% dos óbitos reportados no Brasil que tiveram comprovação laboratorial para a causa da internação foram causados pelo vírus Sars-CoV-2, o causador da Covid-19. As informações são da Agência Brasil.

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Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, o Brasil permanece na zona de risco muito alto para a SRAG, com ocorrências semanais bastante elevadas em todas as regiões do país. Ainda que o registro de óbitos e de casos notificados por Covid-19 estejam em queda, o pesquisador alerta que a situação é muito diversa de acordo com cada estado do país.

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Os dados indicam sinal forte de crescimento no longo prazo em Florianópolis, sendo moderado no curto prazo. Isso significa que, nas seis semanas anteriores à data final analisada pelo estudo (26 de setembro), a cidade registrou crescimento no número de casos de SRAG.

Curitiba e Porto Alegre tem tendência à queda de casos

Para Aracaju, Fortaleza, Macapá e Manaus, o sinal é de crescimento no longo prazo. A tendência é de queda no longo prazo em Porto Velho, Palmas, Goiás, Campo Grande, Natal, Vitória, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. No Distrito Federal, a tendência é de estabilização no curto prazo e queda em seis semanas.

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Gomes chama a atenção para as novas medidas de flexibilização anunciadas no Rio de Janeiro que podem intensificar o crescimento observado nas últimas semanas. Na Semana Epidemiológica (SE) 39, entre 20 e 26 de setembro, a análise mostra que em Manaus ocorreu um leve sinal de queda em curto prazo. a tendência de longo prazo avalia o períodos de seis semanas seguidas e a de curto prazo analisa três semanas.

— Aracaju, Fortaleza e Manaus já haviam apresentado sinal de crescimento no último boletim. No entanto, Manaus, que mostrou tal registro nas últimas seis semanas em relação à tendência de longo prazo, na última semana apresenta tendência de queda no curto prazo. Mesmo com sinal de estabilização na última semana, Recife e Rio de Janeiro apresentaram tendência de crescimento no longo prazo — explicou Marcelo.

Este ano, o Sistema Infogripe registrou 473.222 casos de internação por SRAG, com 54,6% do total apresentando resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório até o término da Semana Epidemiológica 39. Os casos positivos indicaram 0,5% de Influenza A, 0,2% de Influenza B, 0,4% acusaram vírus sincicial respiratório (VSR) e 97,6% foram causados por Sars-CoV-2 (Covid-19).

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