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Florianópolis e Balneário Camboriú puxam aumento de casos ativos de coronavírus no Litoral de SC

Em Balneário Camboriú o crescimento de casos em uma semana chegou a 87%

13/01/2021 - 05h00 - Atualizada em: 13/01/2021 - 16h28

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Jurerê Florianópolis Coronavírus
Movimento na praia de Jurerê, em Florianópolis, no feriado do Ano-Novo
(Foto: )

O impacto das festas de fim de ano e do movimento em direção ao Litoral catarinense no verão já parece refletir em casos ativos nos destinos preferidos na região. Da primeira para a segunda semana de 2021, o número de pacientes com a Covid-19 em Florianópolis cresceu 31%, segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde. Com 1975 casos ativos no balanço desta terça-feira (12), a Capital tem o segundo maior número de pacientes contaminados em SC, atrás apenas de Joinville, com 2290.

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São considerados casos ativos os pacientes ainda em tratamento da covid-19, e que portanto têm a condição de transmitir o vírus para outras pessoas.

Um dos destinos mais famosos de Santa Catarina no verão, Balneário Camboriú viu o número de casos ativos dar um salto em uma semana. No dia 4 de janeiro, a cidade tinha 185 pessoas diagnosticadas, e agora soma 346 — um crescimento de 87%.

Em Imbituba, onde fica a Praia do Rosa — que registrou aglomerações nas ruas durante o Réveillon —, os casos ativos aumentaram 43% em uma semana, passando de 90 para 129. Em Bombinhas o crescimento foi de 75% nos mesmos sete dias.

Outras cidades do Litoral como Penha, Barra Velha e Governador Celso Ramos também tiveram aumento no número de casos na última semana, conforme o levantamento do Diário Catarinense.

Em entrevista recente ao Diário Catarinense, o doutor em Epidemiologia e reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Curi Hallal, destacou que o impacto de eventos com maior risco de contágio — como as festas de fim de ano, com muitos eventos clandestinos — aparece primeiro no número de casos, e depois nas internações e até mesmo óbitos: 

— A primeira coisa que acontece quando a gente passa do ponto, ou seja, quando acontecem aglomerações que não deveriam, de cinco a sete dias depois começam a aumentar os casos. Porque muita gente se contamina naquele dia e muita gente contamina outras. Depois na segunda semana, começa a bombar hospitalização, porque alguns dos casos, principalmente os que vão evoluir para algo mais grave, demoram umas duas semanas para isso acontecer. Na terceira semana, infelizmente, aumentam os óbitos.

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A base de dados oficial do coronavírus em Santa Catarina, abastecida pela Secretaria de Estado da Saúde e enviada ao Ministério da Saúde diariamente, contabiliza os casos por cidade de domicílio do paciente. Portanto, os números crescentes no Litoral mostram pessoas que moram nestas cidades e se contaminaram, e não que estavam visitando a região e contraíram o vírus.

Os números podem ser maiores se considerados os visitantes em hotéis e pousadas, por exemplo. Conforme os dados oficiais, apenas oito das 295 cidades catarinenses não têm casos ativos no momento.

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