O leilão dos quiosques de praia em Florianópolis entra na reta final nesta quarta-feira (1º) e já movimentou R$ 7 milhões. Com apenas 30 pontos ainda em disputa, a previsão da prefeitura é ultrapassar os R$ 10 milhões em arrecadação, valor que pretende dar impulso às atividades da alta temporada 2025/2026.
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Desde a última quinta-feira (25), 67 quiosques foram arrematados e algumas estruturas já começaram a ser montadas em diferentes praias da Capital. A meta da Prefeitura de Florianópolis é que até 15 de novembro, todos estejam prontos para receber o público.
Segundo a Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, a concorrência superou as expectativas em diversas praias, o que prolongou o processo de leilão. Para esta quarta-feira, o procedimento será de análise dos lances e das empresas que ofereceram o maior valor.
A principal mudança deste ano é a exigência do pagamento integral da outorga antes da entrega das chaves. A medida foi adotada para evitar a repetição do cenário da temporada anterior, quando cerca de 50% dos valores não foram quitados, obrigando a prefeitura a recorrer à Justiça para recuperar aproximadamente R$ 3,5 milhões.
Qual o contexto do leilão de quiosques nas praias
A prefeitura de Florianópolis fez alterações na lista de quiosques que estão com situação irregular em diferentes pontos da cidade. A notificação dos quiosques começou após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Florianópolis e o Ministério Público (MPSC). No total, 15 quiosques seriam regularizados e outros 20 seriam demolidos.
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Em nome da Associação dos Quiosques de Florianópolis (Aquif), o presidente Emerson Martins afirmou que os estabelecimentos não estão em situação de ilegalidade total, tendo sido criados por decretos municipais e mantido alvarás regulares até 2016.
Martins também criticou a falta de diálogo do poder executivo, afirmando que a associação nunca foi formalmente convidada a negociar o processo.
— Demolir quiosque não é apenas destruir estruturas, é destruir sonhos, histórias, empregos de famílias que ajudam a construir Florianópolis — pontuou Emerson Martins.
A secretária municipal de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Carla Tomasi, explicou que os quiosques marcados para demolição apresentam problemas de acessibilidade ou inadequação ao espaço público.
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— É importante destacar que a ideia não é diminuir a quantidade de pontos no Centro, porque o Centro precisa ter vida e os quiosques trazem vida, isso é importante. (…) Mas que tem alguns locais inadequados que precisam ser repensados para que a gente possa avançar nessa ocupação e nessas ativações de espaço e nesses novos negócios — disse Ivanna Carla Tomasi.
Veja fotos de alguns quiosques constados como irregulares
*sob supervisão de Kássia Salles
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