A possível abertura de uma nova funerária no bairro João Paulo, em Florianópolis, ganhou um novo capítulo nesta semana. As obras do estabelecimento foram embargadas pela prefeitura na terça-feira (16), devido à falta de alvará.
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— A empresa não tem credenciamento vigente para atuação no sistema municipal de serviços funerários, tampouco foram constatados, durante a fiscalização realizada, elementos que comprovem a efetiva prestação de serviços funerários no local — relatou a prefeitura em nota.
A administração municipal afirmou que segue acompanhando o caso e adotará medidas cabíveis se forem “verificadas irregularidades ou descumprimento da legislação vigente”.
Obras teriam seguido mesmo após prefeitura barrar nova funerária
Em maio, a prefeitura já havia barrado as obras da Funerária Catarinense com a justificativa que o estabelecimento não cumpria a distância mínima de 500 metros da Unidade Básica de Saúde, requisito para abertura. À reportagem do NSC Total, moradores relataram que as movimentações no local seguiram mesmo após a decisão.
— Alguns vizinhos viram um caixão saindo da funerária, e ao lado um homem de jaleco. Vários moradores fizeram denúncia em órgãos públicos de fiscalização — relatou a moradora Daniele Machado.
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Entenda a discussão sobre nova funerária em bairro de Florianópolis
Na época, a Funerária Catarinense informou ao NSC Total que seguia a legislação e respeitava os limites legais e obrigações.
— Viemos para Florianópolis prestar um bom serviço no novo modelo de funerárias da cidade, queremos contribuir no que a comunidade merece, com serviço de qualidade, preço justo e acolhimento a sociedade de Florianópolis — destacou a funerária.
A empresa foi procurada novamente nesta quinta-feira (18), mas não retornou o contato. O espaço segue aberto.
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Moradores se manifestaram contra funerária no João Paulo
Os moradores apresentam preocupação com o aumento do fluxo de veículos que uma nova funerária no João Paulo traria. O bairro é visto como uma rota alternativa em casos de bloqueios na SC-401 e congestionamento no Morro das Madeireiras. O empreendimento, segundo a alegação dos moradores, agravaria ainda mais o cenário.
— O bairro possui praticamente uma única via principal de entrada e saída, o que aumenta a preocupação com a instalação de uma atividade funerária de grande circulação — afirmou Daniele Machado.
Daniele reiterou que, por se tratar de uma área de córrego, não há possibilidade de manutenção no local. — Em dias de chuva forte, aumenta o fluxo de água e arrebenta o asfalto, como já aconteceu diversas vezes, causando alagamento — concluiu a moradora.








