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Epidemia

Gerente de zoonoses da Dive/SC alerta para aumento de casos de dengue em Santa Catarina

Dive/SC divulgou relatório com números atualizados da doença

12/01/2021 - 13h03

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Jorge
Por Jorge Jr.
Mais de 11 mil casos foram confirmados
Mais de 11 mil casos foram confirmados
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Além da pandemia do coronavírus, Santa Catarina também registra aumento nos casos de dengue. No boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), 11 municípios estão em situação de epidemia, com Joinville sendo a cidade com maior número de casos: Águas de Chapecó, Bombinhas, Caibi, Coronel Freitas, Formosa do Sul, Maravilha, Navegantes, São Carlos, São Miguel do Oeste e Tijucas.

> Guinada na gestão da pandemia em SC motivou saída de superintendente de Vigilância Entre 29 de dezembro de 2019 a 2 de janeiro de 2021, foram notificados 22.876 casos de dengue em Santa Catarina, sendo 11.363 confirmados - além de 40.371 focos do mosquito Aedes aegypti em 195 municípios do Estado. Gerente de zoonoses da Dive/SC, João Fuck reforça os cuidados até pela temporada de verão, período propício para a proliferação da doença. - Tudo isso é um alerta pelas necessidades dos cuidados porque estamos entrando novamente em um período sazonal, onde as condições climáticas são muito favoráveis para a reprodução do mosquito.

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Com sintomas parecidos entre si, dengue e coronavírus possui uma diferença que ajuda na hora de detectar a doença: o fator respiratório. - Quando a gente está falando de dengue falamos de uma doença que não tem sintomas respiratórios, não tem tosse, não tem coriza, o que a gente acaba vendo na covid-19. Em alguns momentos a gente viu essa dificuldade, mas trabalhamos com a investigação epidemiológica para entender quais são os sintomas. A questão respiratória a gente não vê na dengue e isso ajuda um pouco na suspeita dessas doenças - explicou o gerente de zoonoses.

Principais sintomas da dengue

A febre alta, de 39° a 40° C, de início abrupto, costuma ser uma das primeiras manifestações da dengue. A alta na temperatura pode durar de 2 a 7 dias e também ocorrer conjuntamente com dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos.

Manchas pelo corpo também estão presentes em 50% dos casos e podem ocorrer não rosto, tronco, braços e pernas. Outros sintomas que podem ser registrados também são perda de apetite, náuseas e vômitos.

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A doença pode evoluir para um quadro grave. Nesses casos, ocorrem sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes também podem apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

Dicas para evitar a proliferação da doença

- evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

- guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- mantenha lixeiras tampadas;

- deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

- mantenha ralos fechados e desentupidos;

- lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- retire a água acumulada em lajes;

- dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

- mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

- denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

- caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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