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    Grávida morta em SC era professora e “sempre disposta a ajudar as pessoas”

    Flavia Godinho Mafra, de 24 anos, foi morta por amiga que queria ficar com o bebê

    29/08/2020 - 05h00 - Atualizada em: 01/09/2020 - 18h52

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Flavia Godinho Mafra
    Flavia estava grávida de 36 semanas
    (Foto: )

    Uma menina conhecida por todos na cidade, querida e que estava sempre disposta a ajudar, acompanhando a mãe na igreja e nos bingos tradicionais de Canelinha e região. Assim descrevem a professora Flávia Godinho Mafra, de 24 anos, encontrada morta nesta sexta-feira (28). Grávida de 36 semanas, ela foi assassinada por uma amiga que tinha a intenção de roubar o bebê.

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    Filha única, Flávia era formada em pedagogia e atuava como professora substituta na cidade. Era conhecida também pelo tempo em que trabalhou em uma papelaria em Canelinha, e recentemente estava em uma loja de bordados no município. Por causa da diabetes que a colocava no grupo de risco para a covid-19, além da gravidez, estava afastada do trabalho nos últimos meses.

    — Era uma menina bem quista, trabalhadora, sempre disposta a ajudar as pessoas. Ela ia com a mãe dela nos eventos em escolas, igrejas, nos bingos. Ajudava em tudo - conta a amiga Josiane Benevenute.

    Flávia casou em outubro do ano passado, e o bebê que estava prestes a nascer era muito esperado pela família. Conforme as informações divulgadas, a criança está no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, e passa bem. Inicialmente, ela ficará sob os cuidados do Conselho Tutelar.

    Desaparecimento mobilizou amigos e familiares

    Flávia sumiu na tarde desta quinta-feira (27), quando saiu para o suposto chá de bebê que ocorreria em São João Batista. Outras duas amigas estavam sabendo do evento, mas foram avisadas no dia que o encontro tinha sido cancelado. Flávia não foi avisada e seguiu com a autora do crime até o local.

    No início da noite os familiares perceberam que Flávia não voltava para casa e não atendia o telefone. As mensagens no WhatsApp não eram vistas desde 15h48min, e com isso a mobilização começou. A amiga responsável pelo chá de bebê, que acabou presa no dia seguinte e confessou o crime, manteve contato com todos e relatou que não tinha mais notícias de Flávia, e que a tinha deixado com outra pessoa. As buscas viraram a noite, até o corpo ser encontrado por volta das 9h desta sexta.

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