O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) anunciou, na noite desta sexta-feira (15), o fim da greve de servidores públicos na Capital catarinense. Foram, ao todo, 23 dias de paralisação nos serviços na saúde e na educação.
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De acordo com o sindicato, o fim da greve acontece após uma assembleia que votou contra as demissões de servidores que atuam no município por “ausências injustificadas”, após não comparecerem às unidades de ensino por mais de 48 horas. No comunicado do sindicato, os membros afirmam que os grevistas reverteram “parte das punições”.
“A assembleia votou contra as demissões. Não há acordo da categoria com esse ataque cruel. Todas as sindicâncias estão extintas e revertemos parte das punições”, escreveu, em nota.
No último boletim divulgado pela Prefeitura de Florianópolis, na terça-feira (12), o executivo municipal afirmava que a adesão à paralisação seguia em queda, com 15% dos profissionais da educação em greve, 19,8% nos núcleos de educação infantil, e 10% nos serviços de saúde.
A Prefeitura de Florianópolis não se manifestou sobre o fim da greve até a publicação desta matéria.
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Veja fotos da greve na Grande Florianópolis
Professores demitidos
Na semana passada, cerca de 200 professores temporários foram demitidos por “ausência injustificada”, após não comparecerem às unidades de ensino por mais de 48 horas. A prefeitura considerou que a ausência em razão da greve seria injustificada porque a greve foi considerada ilegal pela Justiça, por não manter um plano de funcionamento mínimo de serviços essenciais.
Veja a nota do sindicato na íntegra
“Durante 23 dias, fizemos uma das lutas mais duras da história de Florianópolis.
Soubemos nos organizar e responder aos ataques de Topázio com força e unidade.
Em todo esse tempo, a categoria manteve a cabeça em pé, caminhando lado a lado com a população que nos apoiou do começo ao fim.
Enfrentamos todo o ódio daqueles que vivem em casas luxuosas e em banquetes fartos às custas do sangue e do suor da classe trabalhadora.
Sofremos um ataque de lawfare dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Enfrentamos um prefeito que se orgulha de ser inimigo de quem trabalha pela cidade.
Que governa para os interesses de poucos.
Que gasta milhões em shows internacionais enquanto diz que não pode investir no serviço público.
Que age como um verdadeiro carrasco, tirando do bolso de professores, auxiliares e monitores que vivem do salário do mês.
Nossa mesa de negociação fez um trabalho árduo e revertemos os descontos de quem exerceu seu direito à greve.
Encerramos hoje nossa greve com a certeza de que a batalha terminou, mas a guerra não.
Nenhum trabalhador que lutou ao nosso lado será abandonado. Entramos juntos na greve e saímos juntos dela.
O sindicato já toma providências para garantir o sustento de qualquer companheiro atingido pela tirania de Topázio.
Contamos com a solidariedade de sindicatos, movimentos populares, entidades de luta e de todos que defendem o serviço público.
Temos algo que quem está do lado de lá jamais entenderá: solidariedade de classe.
Seguimos negociando nossa pauta e exigindo do governo o que é nosso por direito.
Vamos nos reorganizar e nos preparar para o enfrentamento que certamente virá. Seguiremos em luta.
A classe trabalhadora vencerá. E Topázio terá seu lugar reservado no lixo da história.“






