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Extorsão

Grupo que faturou R$ 1,2 milhão com "golpe dos nudes" é indiciado em Criciúma

Três moradores da cidade foram vítimas dos golpistas, que seguem foragidos

14/09/2021 - 15h12

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Por Luana Amorim
Grupo arrecadou milhões em extorsões durante um ano
Grupo arrecadou milhões em extorsões durante um ano
(Foto: )

Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por suspeita de praticar o "golpe dos nudes" em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. De acordo com as investigações, em um ano, o grupo teria acumulado cerca de R$ 1,2 milhão em extorsões.

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O indiciamento ocorreu após a 3º fase da Operação Aletheia, que investiga extorsões sexuais de vítimas durante a troca de mensagens. 

O esquema ocorre da seguinte forma: os golpistas, usando um perfil falso de uma jovem, abordam a potencial vítima nas redes sociais e começam a trocar fotos íntimas. Depois, um outro integrante do grupo criminoso finge ser pai ou parente da jovem, alegando que ela é menor de idade e que a vítima está praticando pedofilia.

Para que o caso não seja levado à polícia, o suposto familiar passa a exigir dinheiro da pessoa, alegando que se isso acontecer, a história não será divulgada. Em alguns casos, o grupo também finge ser algum delegado ou advogado, dizendo que se a vítima repassar o dinheiro, o caso será arquivado. O crime também é conhecido como sextorsão.

Mais de R$ 1 milhão em extorsões 

Ao todo, três moradores de Criciúma foram vítimas do golpe. Segundo o delegado Yuri Miqueluzzi, nesta nova fase da operação, quatro pessoas foram indiciadas pelo crime de extorsão qualificada. Além de pedir a prisão preventiva dos suspeitos, que estão foragidos, a polícia solicitou o bloqueio das contas bancárias dos envolvidos.

Quatro contas foram identificadas como sendo o destino do dinheiro dos golpes. De acordo com a investigação, a estimativa é que, a cada mês, os golpistas depositassem R$ 30 mil. Dentro de um ano, eles acumularam R$ 1,2 milhão nas extorsões. 

Operação Aletheia

Durante as duas primeiras fases da Operação Aletheia, nove pessoas tiveram a prisão preventiva decretada pela prática dos crimes de extorsão sexual. Cinco delas já foram presas. 

Além disso, os envolvidos na 1º fase da operação, que ocorreu em julho de 2020, já foram condenados, com penas que, juntas, contabilizam 57 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, extorsões qualificadas, lavagem de dinheiro, posse ilegal de arma de fogo, receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo. 

Para evitar novos casos, a Polícia Civil divulgou dicas de como se proteger dos golpistas. Confira:

  • Nunca compartilhe fotos íntimas pela internet. Depois de compartilhada, a foto ou vídeo podem circular entre milhares de pessoas; 
  • Desconfie sempre de solicitações de amizade, através das redes sociais, de pessoas que você não conhece; 
  • Não forneça seus dados pessoais para estranhos em ligações ou mensagens por Whatsapp ou SMS; 
  • Cuidado com operações bancárias para pessoas do seu círculo familiar ou de amigos, principalmente quando isso é solicitado exclusivamente do whatsapp.

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