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Irresponsabilidade

Grupo que vendia comprovantes falsos da vacina contra Covid é descoberto em SC

Jovens de Canelinha, na Grande Florianópolis, ofereceram documentos falsos pela internet para pessoas que queriam entrar em baladas mesmo sem ter feito a imunização

14/11/2021 - 06h00

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Cartões recolhidos pelos policiais durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão
Cartões recolhidos pelos policiais durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão
(Foto: )

Um esquema que envolvia venda de falsos comprovantes de vacinação contra a Covid-19 foi descoberto pela Polícia Civil em Canelinha, na Grande Florianópolis. A ideia do grupo formado por jovens era usar o documento para entrar em casas noturnas da região. Nesta sexta-feira (12), dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

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A investigação começou na semana passada, quando uma das duas enfermeiras responsáveis pela aplicação das vacinas no município registrou boletim de ocorrência depois de ver fotos dos cartões falsos na internet. As imagens teriam vazado de um grupo fechado de baladas.

Dois adolescentes de 17 anos e uma jovem de 18 teriam falsificado o comprovante para poder entrar em uma balada de Porto Belo. A ideia se espalhou e, além de oferecer gratuitamente para os amigos, os jovens passaram a vender o documento para outras pessoas. Os valores variavam de R$ 25 a R$ 40, ainda conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

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Na casa dos adolescentes e da garota, celulares foram apreendidos, computador e seis cartões, dois deles já preenchidos com nomes de moradores que nunca receberam uma dose sequer da vacina. Há a suspeita de que informações possam ter sido cadastradas também no Sistema Único de Saúde, mas ainda sem confirmação.

Nesta semana, cinco pessoas já prestaram depoimento. Uma delas é a jovem que teria auxiliado os adolescentes. Ela teria confessado que falsificou diversos cartões. A quantidade de pessoas que se beneficiaram do esquema ainda será apurada. O que ficou claro para a Polícia Civil até o momento é que o objetivo principal era entrar em festas da região sem precisar estar imunizado contra o coronavírus.

Os envolvidos maiores de idade (tanto participantes quanto compradores) podem ser indiciados por falsificação de documento público ou uso de documento falso. As investigações continuam.

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