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    Violência

    Homem que participou de chacina em Canasvieiras, em Florianópolis, é condenado a 43 anos de prisão

    Foi o primeiro dos três julgamentos dos envolvidos no crime que chocou a Capital em 2018

    17/11/2020 - 05h00 - Atualizada em: 17/11/2020 - 06h45

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Chacina em Canasvieiras
    Crime ocorreu em um apart-hotel na praia de Canasvieiras
    (Foto: )

    Um dos três autores da chacina que ocorreu na praia de Canasvieiras, em Florianópolis, foi julgado e condenado a 43 anos de prisão. Foi o primeiro júri dos envolvidos no crime que chocou a Capital em julho de 2018, quando cinco pessoas foram assassinadas por asfixia em um apart-hotel. O julgamento ocorreu na última quinta-feira (12) na Comarca de Florianópolis, em sessão presidida pela juíza Mônica Bonelli Paulo Prazeres.

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    Ivan Gregory Barbosa de Oliveira foi condenado pelos cinco homicídios e deve cumprir os 43 anos de prisão inicialmente em regime fechado. Conforme a denúncia feita pelo Ministério Público, Ivan teria sido contratado para participar do crime. No dia do ato, ele teria ajudado a render as vítimas e vigiado o local.

    As vítimas da chacina foram Paulo Gaspar Lemos, 78 anos, Leandro Gaspar Lemos, 44, Paulo Gaspar Lemos Junior, 51, Kátya Gaspar Lemos, 50, e Ricardo Lora, 39. Todos foram asfixiados em cômodos do apart-hotel, em um crime supostamente motivado por questões financeiras.

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    Os outros dois acusados pelo crime, Francisco José da Silva Neto e Michelangelo Alves Lopes, ainda aguardam pelo julgamento. Neto seria julgado também na quinta-feira, mas o júri foi adiado pois uma das testemunhas de defesa estava com suspeita de covid-19. Uma nova data ainda não foi marcada, segundo o advogado Jackson José Schneider Seilonski.

    Relembre o caso

    O crime aconteceu em 5 de julho de 2018 e repercutiu pela brutalidade das mortes da proprietária do apart-hotel, o pai e dois irmãos dela, além do sócio. Os cinco, além de uma funcionária, foram rendidos e amarrados dentro do apart-hotel. A funcionária conseguiu se soltar e fugir, mas todos os outros acabaram sendo assassinados por asfixia.

    Quando as viaturas chegaram ao prédio, os suspeitos já haviam fugido. Antes de sair, entretanto, o grupo deixou um recado em uma das paredes, indicando que o delito se tratava de uma vingança: “Minha família foi justiçada. Enrolaram muita gente. Chegou a hora deles”. O número 171, artigo do Código Penal sobre estelionato, foi pichado em outra parede.

    No mês seguinte, os suspeitos foram encontrados e presos. O primeiro foi capturado em 10 de agosto de 2018 em Santana do Livramento (RS), fronteira com o Uruguai. Ele foi identificado como Michelangelo Alves Lopes, 21 anos, natural de Florianópolis. No dia seguinte, ocorreu a prisão do segundo envolvido. Ivan Gregory Barbosa de Oliveira, 21, foi localizado em um apartamento do bairro Potecas, em São José, na Grande Florianópolis. Por último, foi preso Francisco José da Silva Neto, 22, comerciante e ex-funcionário de uma das vítimas, Leandro Gaspar Lemos, o Magal.

    O último a ser preso é o suspeito que convidou os dois para participarem do crime. Ele confessou à Polícia Civil sobre o plano, deu detalhes de como ocorreu a chacina e alegou ter cometido o delito por medo do ex-chefe, além de alegar que não aceitava ter sofrido um suposto calote financeiro.

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