A discussão sobre a volta do horário de verão no Brasil ganhou um novo elemento: o impacto da mudança de horário no consumo de energia no horário de pico, e não na economia de energia, como no passado. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), em resposta ao NSC Total sobre a possibilidade da volta do horário de verão no país, o assunto segue em monitoramento.
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O debate polêmico nas redes sociais voltou a tona depois que um projeto avançou nos Estados Unidos que pretende tornar o horário de verão “permanente” no país. Nos EUA, o horário de verão inicia no segundo domingo de março, com os relógios sendo adiantados das 2h para as 3h, encerrando em novembro, com atraso nos relógios às 2h para a 1h da manhã.
Conforme a pasta brasileira, o governo do Brasil, por meio do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), está acompanhando o consumo e a oferta de energia elétrica no país, com as autoridades e técnicos sendo atualizados com informações para que seja tomada uma decisão.
Entenda o horário de verão
A análise do governo diz respeito a estudos sobre o atendimento do pico de demanda de energia. Ou seja, o governo federal quer entender se haverá risco de falta ou pressão no horário em que mais se consome energia, geralmente no começo da noite.
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Os estudos devem considerar o comportamento “da geração não despachável das usinas solares e fotovoltaicas”. Isso porque a energia solar, mesmo não sendo o tipo de energia mais produzida no país, depende do sol e cai no fim da tarde, quando o consumo aumenta. O governo está analisando se o horário de verão ajudaria a reduzir essa pressão no sistema elétrico durante este período.
Enquete: Você é a favor ou contra a volta do horário de verão?
Enquete: Você é contra ou a favor da volta do horário de verão?
Como funciona o horário de verão?
O horário de verão diz respeito ao adiantamento dos relógios em uma hora durante os meses mais quentes do ano, normalmente a partir do final de novembro até fevereiro do ano seguinte. Esse tipo de mecanismo era aplicado nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Por que o horário de verão não era aplicado em todo o Brasil?
Segundo o governo, estudos indicavam que a iluminação natural tinha grande influência no consumo de energia elétrica no país e, por isso, o horário de verão faria mais sentido nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença mais significativa na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.
Dessa forma, nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, os dias de verão são mais longos que no Norte e Nordeste. Com a luz do sol ainda presente, se evitaria que os equipamentos fossem ligados mais cedo, o que economizaria energia elétrica.
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Por que o horário de verão foi suspenso?
O horário de verão tinha como função a redução de consumo de energia elétrica e a redução de demanda durante a noite, com o adiantamento dos relógios em uma hora. No entanto, estudos realizados em 2019 mostraram que esse mecanismo não estava mais produzindo os benefícios esperado pela mudança nos hábitos de uso dos consumidores, o que deslocou o maior consumo diário de energia para o período da tarde, segundo o governo.





