Balneário Camboriú deve viver um feriadão movimentado na cidade. Segundo um levantamento feito pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindisol), e o Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, os hotéis podem registrar uma ocupação de até 85% dos leitos disponíveis.
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Inicialmente, a taxa de ocupação está prevista em 70%, mas deve crescer e atingir o ápice durante o final de semana. No entanto, o número é considerado abaixo da média quando comparado ao mesmo período de anos anteriores.
Cidade tem programação de Páscoa
De acordo com o presidente do Sindisol, Rodrigo Vieira, a baixa foi registrada também nos primeiros meses do ano, com uma ocupação hoteleira consolidada em 75%, resultado que estaria abaixo dos níveis tradicionalmente registrados durante a alta temporada.
— O setor segue ativo e com expectativa de crescimento ao longo do feriado, especialmente com reservas de última hora. Ao mesmo tempo, os dados indicam um cenário que merece análise técnica e planejamento conjunto — afirma o presidente.
Fatores que impactam na ocupação hoteleira
Segundo o Sindisol, o desempenho do turismo na cidade é influenciado por um conjunto de fatores estruturais e conjunturais, como a acessibilidade e custo de deslocamento.
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De acordo com o sindicato, a conectividade aérea da região possui uma oferta limitada e preços elevados, o que pode impactar diretamente na competividade de Balneário Camboriú com outros destinos turísticos.
— A atividade turística é altamente sensível a fatores externos e estruturais. Por isso, é fundamental avançar em temas como mobilidade, conectividade aérea e qualificação da experiência turística, sempre com planejamento e visão de longo prazo — explica o presidente do Sindisol.
Além disso, o presidente do sindicato destaca que as oscilações econômicas e uma maior cautela dos consumidores têm afetado o planejamento das viagens, com estadias mais curtas e reservas feitas com menos antecedência. A diminuição no número de turistas estrangeiros, especialmente de países vizinhos, que já observada na última temporada, também impacta a taxa de ocupação
Por que o litoral de SC atraiu menos argentinos nesta temporada?
A presença de turistas argentinos no litoral catarinense diminuiu no início da temporada de verão 2025/2026. A prévia da pesquisa de verão da Fecomércio SC mostra que os hermanos representaram 19% dos visitantes nas duas primeiras semanas de janeiro de 2026, ante 22% no mesmo período do ano passado.
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A retração é mais expressiva em Florianópolis, onde a participação dos argentinos caiu de 39% para 24%. A capital é tradicionalmente o principal destino desse público no Estado.
Em contrapartida, cidades como Laguna e Imbituba registraram crescimento proporcional desse público. Em Laguna, a participação dos argentinos passou de 7% para 20%, enquanto em Imbituba subiu de 9% para 19%.
Confiança do consumidor e real valorizado
De acordo com a Fecomércio SC, a redução está relacionada a uma combinação de fatores econômicos. O Índice de Confiança do Consumidor Argentino registrou queda de 1,04% em dezembro de 2025, em relação a dezembro de 2024.
Já o endividamento das famílias passou a representar 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país vizinho no segundo trimestre de 2025, em comparação com 5% do PIB no primeiro trimestre de 2025
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Outro ponto citado pela entidade é a valorização do real ao longo de 2025. A moeda brasileira acumulou alta de 11% em relação ao dólar no ano passado, tornando o Brasil um destino relativamente mais caro para os argentinos.
— Na temporada passada, o Brasil estava muito barato para eles. Havia uma diferença enorme entre os preços praticados aqui e na Argentina. Neste ano, esse gap está bem menor, o que ajuda a explicar essa redução na presença deles nas nossas praias — afirma o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni.
Apesar da queda em relação a 2025, o percentual de turistas argentinos ainda é superior ao registrado em 2024, quando eles representavam 10% do total de visitantes nas duas primeiras semanas do ano.
Gasto médio cai entre turistas no geral
A pesquisa também aponta uma leve retração no gasto médio por grupo de turistas, que caiu 2% na comparação anual, passando de R$ 8.358 em 2025 para R$ 8.179 em 2026. Segundo a Fecomércio, a redução foi puxada principalmente pelos turistas brasileiros.
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Entre os estrangeiros, o movimento foi inverso. O gasto médio subiu 4,6%, de R$ 11.532 para R$ 12.063, indicando que, apesar de menos numerosos, os visitantes de fora do país têm desembolsado mais durante a estadia.
Mesmo com a queda, os argentinos continuam predominando entre os turistas estrangeiros em Santa Catarina, respondendo por 81% do total. Os demais 19% são formados por uruguaios, paraguaios, chilenos e europeus.













