O Irã confirmou um acordo com os Estados Unidos na noite desta terça-feira (7) após o presidente Donald Trump adiar o ultimato contra o país e suspender o ataque por duas semanas. Teerã indicou que irá reabrir o Estreito de Ormuz, inicialmente por esse mesmo prazo, de duas semanas.

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A reabertura do estreito, considerado vital para o transporte de petróleo e a economia global, foi a condição de Trump para que os ataques contra o Irã fossem suspensos por duas semanas. O republicano anunciou o adiamento do ultimato e a suspensão dos ataques pouco antes.

Ainda nesta terça-feira, contudo, Donald Trump havia declarado em uma rede social que “uma civilização inteira morreria”. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chega a sexta semana, prazo visto como “máximo” para o conflito pelo próprio presidente americano quando a guerra começou.

Conflito já chega a seis semanas

Como o acordo foi feito

O acordo entre os dois países foi firmado com mediação de autoridades do Paquistão, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Teerã deve suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país também parem.

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A passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante o período, informa Araghchi, porém com condições.

— Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas — afirmou.

Os Estados Unidos teriam apresentado uma proposta de negociação de 15 pontos, e teriam aceitado o plano de 10 pontos do Irã, com base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.

Ultimato contra o Irã ia até às 21h

O ultimato para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos era até as 21h desta terça-feira. Caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto, o presidente dos EUA havia prometido destruir pontes e usinas de energia do Irã.

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Trump chegou a dizer que uma “civilização inteira” iria morrer com os ataques.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã”, escreveu Trump mais cedo.

O que dizia o Irã

Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, disse nesta terça-feira que Teerã não ficará de braços cruzados se Trump cumprir as ameaças que vem fazendo. As falas, na avaliação do enviado iraniano na ONU, “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”.

“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.

Ataques em países do Oriente Médio

Países do Oriente Médio, como Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, relataram ter sido alvos de ataques do Irã nesta terça-feira (7). Mísseis e drones atingiram regiões desses países horas antes do fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a nação chegue a um acordo com os Estados Unidos.

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Onde foram registrados ataques

  • Em Bagdá, no Iraque chamas foram vistas em instalações americanas próximas ao aeroporto.
  • Em Doha, no Catar, explosões foram ouvidas, segundo a agência Reuters. O país afirmou que interceptou um ataque de mísseis com sucesso.
  • No Bahrein, o Ministério do Interior informou que sirenes foram acionadas pelo país.
  • Nos Emirados Árabes Unidos foram acionadas sirenes de alerta, e o país disse estar “atuando contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones”.
  • No Kuwait, um toque de recolher foi ordenado em todo o país, e o alerta aos moradores é para que só saiam de casa em caso de absoluta necessidade.

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*Com informações de g1