nsc
dc

Investigação

Irmãos confessam assassinato de indigenista e jornalista na Amazônia, segundo fontes da PF

Bruno Pereira e Dom Phillips estavam desaparecidos desde 5 de junho

15/06/2022 - 14h36 - Atualizada em: 15/06/2022 - 17h13

Compartilhe

Redação
Por Redação DC
Eles estavam desaparecidos desde 5 de junho
Eles estavam desaparecidos desde 5 de junho
(Foto: )

Os irmãos Oseney da Costa de Oliveira e Amarildo da Costa Oliveira confessaram o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, no dia 5 de junho. As informações são do portal g1, segundo fontes das Polícia Federal.

Receba notícias do DC via Telegram

Bruno e Dom desapareceram em 5 de junho no Vale do Javari, no Amazonas. Eles partiram da Comunidade São Rafael rumo a Atalaia do Norte, viagem que dura aproximadamente duas horas, mas não chegaram ao destino.

Na terça-feira (14), a polícia prendeu Oseney, conhecido como "Dos Santos". Antes dele, seu irmão Amarildo já havia sido detido, conhecido como "Pelado". Em um primeito momento, eles negaram o caso.

Bolsonaro diz ver "indício de maldade" e critica decisão do STF para reforçar busca a jornalista

A motivação mais provável para o crime, dizem investigadores da Polícia Civil, é o constante conflito entre pescadores ilegais e lideranças que atuam em defesa do território indígena – o local do desaparecimento fica a poucos quilômetros da entrada da Terra Indígena Vale do Javari.

Policiais também investigam um suposto financiamento da atividade ilegal de pesca e caça pelo narcotráfico na região, um problema comum em praticamente toda a tríplice fronteira do Brasil com Peru e Colômbia.

Se for confirmada a conexão com tráfico internacional de um eventual crime, o caso passará a ter natureza federal e será investigado somente pela PF.

Desaparecidos desde 5 de junho, Pereira e Phillips faziam uma viagem pela região próxima ao território indígena, o segunda maior do país, com 8,5 milhões de hectares, no extremo oeste do Amazonas.

Após visita a uma base da Funai no Lago do Jaburu, pararam na comunidade São Rafael para uma reunião com um pescador conhecido como "Churrasco" e conversaram com a esposa dele, já que o ribeirinho não se encontrava no local.

Em seguida, seguiram viagem pelo rio Itaquaí em direção a Atalaia do Norte (AM), mas desapareceram no trecho. Segundo a Univaja, o trajeto dura cerca de duas horas.

Os dois foram avistados por moradores da comunidade São Gabriel, situada mais adiante no trajeto pelo rio; mas já em uma terceira localidade, conhecida como Cachoeirinha, os relatos obtidos por equipes de busca indicaram que os moradores não os viram.

Colunistas