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Investigação

Joinville reforça atenção para casos de fungo negro em pacientes que tiveram Covid-19

Um caso suspeito foi relatado na cidade e aguarda diagnóstico. A mucormicose é considerada uma doença rara e grave

31/05/2021 - 11h11

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Patrícia
Por Patrícia Della Justina
Marcelo da Silva Mulazani, médico infectologista
Marcelo da Silva Mulazani, médico infectologista
(Foto: )

O aumento de casos na Índia de pacientes pós-covid com mucormicose - infecção fúngica grave e rara, também conhecida como fungo negro - motiva Joinville a investigar mais detalhadamente uma situação notificada na cidade no último fim de semana.

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O caso de um morador da zona Norte do município está sendo acompanhado pela equipe da Vigilância em Saúde da Prefeitura de Joinville, desde que foi cogitada a hipótese do diagnóstico.

Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (31), o médico infectologista Marcelo da Silva Mulazani explicou que a mucormicose não é uma doença de notificação obrigatória. No entanto, em virtude do aumento significativo de casos registrados na Índia, além da busca por possível correlação com a Covid-19, o Ministério da Saúde e a Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina sugerem a comunicação e acompanhamento dos casos.

> Fungo negro: suspeita de doença rara e grave em paciente pós-Covid é investigada em Joinville

- Apesar de não ser uma doença nova, ela já existe há bastante tempo, o aparecimento de um caso leva ao aumento do círculo de vigilância justamente para ver se existe alguma coisa diferente. A partir do momento em que houve um rumor, a equipe da Vigilância Epidemiológica entrou em ação para descobrir a correlação, foi informado o estado e depois a federação - acrescenta.

O paciente de Joinville deve receber o diagnóstico nos próximos dias. Conforme o infectologista, o resultado pode levar de 15 a 45 dias para ficar pronto.

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Correlação entre o fungo e a Covid-19

A correlação entre Covid-19 e fungo mucormicose ainda é estudada mundialmente.

- Ainda existem algumas lacunas que precisam ser respondidas mundialmente: se existe alguma fator de risco adicional nesses pacientes, alguma coisa com relação ao tempo de internamento, a aquisição da mucormicose antes da covid-19 etc. - ressalta Marcelo.

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Umidade influencia na aparição de fungos

Ele ainda pontua que as características climáticas de Joinville, como umidade atmosférica, propiciam o aparecimento deste tipo de situação.

- Existe a possibilidade de termos novos casos e, a partir do momento que a gente tiver alguma modificação de padrão, a gente verifica a necessidade de fazer uma ou outra ação - destaca.

Desta forma, Marcelo destaca a importância de manter os ambientes arejados, evitar a formação de mofo e cuidar com ingestão de alimentos mofados como formas de precaver essa e outras doenças crônicas.

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Mais de 90 mil casos de Covid-19

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Joinville já contabiliza 90.714 casos positivos de coronavírus. O município aparece como o primeiro em números de caso, à frente até mesmo da Capital do estado, Florianópolis (75.071).

Os números são altos não apenas com relação aos casos positivos, mas o quantitativo de mortes pela doença na cidade também é o maior de Santa Catarina: 1.449 já perderam a vida em Joinville desde o início da pandemia. Os dados são do Governo do Estado. Segundo a plataforma, Florianópolis também aparece em segundo lugar, com 976 óbitos.

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