nsc
    an

    Feminicídio

    Jovem suspeito de matar a mãe em Joinville tem a prisão preventiva decretada

    Ele confessou o crime em depoimento à Polícia Civil e está detido desde que foi localizado, na quarta-feira

    08/01/2021 - 05h00 - Atualizada em: 10/01/2021 - 13h38

    Compartilhe

    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    Albertina Schmitz Tasca, 61 anos, foi morta pelo filho em Joinville
    Albertina Schmitz Tasca, 61 anos, foi morta pelo filho em Joinville
    (Foto: )

    O jovem acusado de matar a própria mãe em Joinville teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta quinta-feira (7). A decisão é do juiz substituto Daniel Leite Seifert Simões. O homem, que tem 20 anos, confessou o crime à Polícia Militar no momento da prisão e, depois, em depoimento à Polícia Civil, que assassinou a mãe com estrangulamento na noite de sábado (2). 

    Após cometer o crime, ele deixou o corpo no banheiro da suíte e trancou a porta do quarto. A mulher só foi encontrada na quarta-feira de manhã, quando a filha e o genro foram ao imóvel procurá-la. O rapaz foi considerado fugitivo, mas localizado pela polícia algumas horas depois, no bairro Iririú, perto do local onde vivia com a mãe.

    > Como a pandemia mudou o combate ao feminicídio e à violência doméstica em SC

    > Homem agride namorada e é morto a facadas pela cunhada em SC

    Em sua decisão, o juiz explica que existem provas da existência do crime e indícios suficientes da autoria. Segundo o delegado que atendeu o caso, Roberto Patell Junior, o homem contou que não conseguiu controlar uma explosão de raiva durante uma discussão com a mãe e, no momento em que ela virou de costas, ele a acertou com um golpe de estrangulamento.

    — Eles discutiam próximo ao banheiro do quarto dela e ele disse que, no momento do golpe, ela não reagiu, nem falou nada. Aí ele percebeu que ela estava morta — detalha Patella. 

    > Homem é preso por participação em sequestro de idoso em Joinville

    Ele contou que colocou um lençol sobre a mulher e trancou a porta do quarto dela. Conforme o depoimento de familiares da vítima, era comum ela trancar o cômodo por medo do filho. Além disso, em depoimento, os familiares afirmaram que eles discutiam constantemente e que por vezes o filho chegava em casa alterado pelo consumo de álcool e drogas.

    Durante os quatro dias em que o corpo dela permaneceu no local, o jovem manteve uma rotina normal na casa, segundo imagens de câmeras de segurança de casas vizinhas analisadas pela polícia. A polícia ainda diz que ele levou amigos para beber na residência. 

    > Modelo catarinense participante do reality italiano, Gran Fratello, sofre ataques machistas

    A filha mais velha da vítima havia ido à casa no domingo (3), mas não desconfiou do crime. Ela perguntou ao irmão e suspeito sobre a mãe e o rapaz disse que não sabia onde ela estava.

    Por volta das 11 horas da última quarta-feira, desconfiados a filha e o marido resolveram voltar à casa. Eles chamaram um chaveiro para destrancar a porta do quarto e encontraram Albertina Schmitz Tasca, 61 anos. 

    Leia também

    > Mais diretores e gerentes são nomeados em Joinville, ex-secretário está na lista

    > Dengue em Joinville: as estratégias do município para evitar novo recorde de casos em 2021

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Polícia

    Colunistas