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Justiça determina que Twitter e Facebook tirem do ar postagens sobre menina que engravidou após estupro

Hospital em Recife (PE) no qual criança estava internada foi cercado por manifestantes que a pressionavam para que não fizesse o aborto, autorizado pela Justiça

17/08/2020 - 11h10 - Atualizada em: 18/08/2020 - 08h14

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Folhapress
Por Folhapress
Hospital em que menina está internada teve protestos de manifestantes após publicação nas redes sociais
Hospital em que menina está internada teve protestos de manifestantes após publicação nas redes sociais
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A Justiça do Espírito Santo determinou que Twitter, Facebook e YouTube (Google Brasil) retirem do ar em até 24 horas publicações que contenham informações sobre a menina capixaba de dez anos de idade que engravidou após estupro.

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A decisão liminar foi tomada após ação civil pública protocolada pela Defensoria Pública do Espírito Santo, que indicou os links que considerou que colocavam em risco a menina e sua família.

Neste domingo (16), o hospital em Recife (PE) no qual ela estava internada foi cercado por manifestantes que a pressionavam para que não fizesse o aborto, autorizado pela Justiça. A família da menina e profissionais do hospital foram hostilizados.

A extremista Sara Giromini, mais conhecida como Sara Winter, chegou a publicar o nome da vítima, contrariando o que preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Suas publicações entraram na ação da Defensoria e deverão ser retirados do ar pelas plataformas.

* Por Camila Mattoso

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