Um homem de 63 anos foi atacado por um cão da raça pit bull na manhã desta sexta-feira (17), em Jaraguá do Sul. A vítima trabalhava como leiturista no momento do ataque e sofreu ferimentos leves nos braços e pernas.

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O caso ocorreu por volta das 10h50min na Rua Antonio Fellipp, no bairro Braço do Ribeirão Cavalo. O homem contou à Polícia Militar que foi atacado pelo cachorro enquanto fazia o serviço de leitura da energia elétrica no local.

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O trabalhador relatou que o animal escapou de uma residência e o atacou. Ele ficou com lesões leves no braço direito e na perna direita. Quando a PM chegou ao local, o homem já era atendido pelo Corpo de Bombeiros Voluntários.

Ainda de acordo com a PM, o tutor do cão, um homem de 46 anos, informou que não estava em casa no momento do ataque. Segundo ele, o animal teria arrebentado a corrente em que estava preso e derrubado o portão da casa antes de avançar contra a vítima.

Diante da situação, foi lavrado um termo circunstanciado e a vítima foi encaminhada ao hospital para avaliação e atendimento médico. A Celesc informou que irá apurar o caso.

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Segundo caso em 2026

Em 6 de fevereiro de 2026, um leiturista de Joinville também foi atacado por um pit bull durante o horário de trabalho. Sebastião Carlini, de 70 anos, teve os braços e pernas feridas e foi internado em estado grave no Hospital Municipal São José. O caso ocorreu na Rua Nilce Maria Borges, no bairro Boehmerwald.

— Quando eu chego ao meio da rua, só senti por trás e nem cheguei na calçada. Ele me agarrou ali e foi me arrastando. Não cheguei a cair, mas me arrastou. Não sei da onde que veio esse cachorro, se pulou o muro, o portão, eu não posso esclarecer direito — relembra.

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Sebastião tentou afastar o cachorro, mas quando colocou seu braço direito para a frente, o pit bull o atacou novamente.

— Foi aí que foi meu desespero. Ele agarrou e não largou mais e chacoalhava para lá e para cá. E eu ali desesperado gritando, gritando, pedindo por socorro. Não aparecia ninguém — relata.

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Em certo momento, um homem de bicicleta apareceu no local, enquanto fazia seu trajeto rotineiro para o trabalho. Ele tentou ajudar também gritando por ajuda, até que o dono da casa e tutor do pit bull apareceu e chamou o animal, que retornou imediatamente para dentro do quintal.

— Ele veio, abriu o portão, olhou e gritou com o cachorro. No que ele gritou, o cachorro largou meu braço. Mas nessas alturas eu já tinha perdido o sentido, já tava na verdade me entregado, estava começando a ficar tonto, eu ia me entregar ali — relata.

Quando o cachorro saiu de perto, o homem de bicicleta percebeu a seriedade dos ferimentos e, em seu próprio carro, levou seu Sebastião até a UPA Sul.

O idoso ficou internado por cinco dias e passou por duas cirurgias. Atualmente, ele segue os cuidados em casa, mas está proibido de mexer seu braço direito por dois meses, o que levou ao impedimento de trabalhar.

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Na época do acidente, a Celesc informou que acompanha o caso de perto e presta o suporte necessário por meio da empresa responsável pelo serviço.

Treinamento de leituristas

Após o caso, a Celesc realizou um treinamento voltado à segurança de equipes de campo, com o apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta, do Canil de Joinville e da UTL.

O treinamento focou na identificação de sinais de comportamento canino. A iniciativa teve como objetivo preparar os leituristas da regional de Joinville para reconhecer sinais claros emitidos pelos cães antes de um possível ataque — como corpo travado, olhar fixo, tensão corporal, ausência de latidos e controle de espaço — e adotar condutas seguras.

O gerente regional da Celesc em Joinville, Luanderson Schipitoski, destacou que a ação fez parte de um conjunto de iniciativas voltadas à proteção dos trabalhadores, sem estigmatizar os animais.

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— Nosso objetivo é preparar cada vez melhor nossas equipes para situações do dia a dia, garantindo segurança no trabalho. Esse treinamento mostra que, com informação e comportamento adequado, é possível reduzir riscos sem responsabilizar ou demonizar os animais, que estão apenas reagindo ao que entendem como proteção do seu território — afirmou à época.