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    Liberação de insumos para vacinas contra covid-19 será discutida em reunião com embaixada da China

    Comissão da Câmara Federal que tem como relatora a deputada catarinense Carmen Zanotto pretende ajudar na importação do IFA para produção de doses no país

    21/01/2021 - 12h44 - Atualizada em: 21/01/2021 - 12h47

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    Por Jean Laurindo
    Comissão da Câmara vai discutir liberação de insumos para vacina com embaixada da China
    Comissão da Câmara vai discutir liberação de insumos para vacina com embaixada da China
    (Foto: )

    A comissão externa de combate à pandemia do novo coronavírus da Câmara Federal deve se reunir no início da próxima semana com representantes das embaixadas da China e da Índia no Brasil. A reuniões vão tratar das dificuldades na liberação de insumos necessários para a fabricação de vacinas contra Covid-19 no país.

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    A definição ocorreu em uma reunião informal da comissão na tarde desta quarta-feira (20). A deputada federal catarinense Carmen Zanotto (Cidadania), que é relatora da comissão, acredita que o diálogo com as embaixadas pode ajudar os laboratórios a superar as dificuldades para liberação do produto base para a fabricação das vacinas, chamado de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), e assim manter os cronogramas de entregas. Apesar disso, ela acredita que os entraves atuais estejam mais ligados ao mercado mundial aquecido do que a questões diplomáticas envolvendo o governo federal.

    – Quero acreditar que a dificuldade seja mais ligada ao consumo mundial desses insumos. Temos que trabalhar para termos mais vacinas – afirmou.

    Na quarta-feira (20), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já se reuniu com o embaixador da China, Yang Wanming, para tratar justamente das dificuldades na importação do IFA para as vacinas. Na ocasião, o representante chinês também negou que algum “obstáculo político” fosse o motivo para o atraso na liberação dos insumos. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também se reuniu virtualmente com o embaixador nesta quarta para discutir o mesmo assunto.

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    Fiocruz e Butantan seguem à espera dos insumos

    Na reunião da comissão externa da Câmara nesta quarta, Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, diz que o IFA destinado ao órgão está pronto para envio, mas aguarda uma licença de exportação na China. Segundo ele, o pedido dessa autorização foi feito em meados de dezembro, com previsão de ocorrer de duas a três semanas, mas já se passaram mais de cinco semanas e as licenças não foram obtidas.

    – A Fiocruz está pronta para, assim que receber, iniciar a produção – afirmou, destacando a projeção de entregar 30 milhões de doses até o final de março.

    O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, também afirmou que o órgão aguarda a chegada de matéria-prima para produzir mais doses no país. No caso do Butantan, a previsão é de cerca de 8 milhões de doses, com previsão de entrega para a segunda quinzena de fevereiro.

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    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou na reunião virtual que o governo está em negociações para a liberação do IFA na China e que também espera a liberação de dois milhões de doses da vacina Astrazeneca/Oxford, importadas na Índia, “no curto prazo”, sem dar previsão para a chegada dessas doses.

    O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, diz que a análise da pasta é de que a demora na liberação ocorre porque “há demanda muito grande por esses insumos”, disse que o país não tem problema na relação com a China, com quem o país mantém relação “madura e construtiva”, e que o processo de busca dos insumos está avançando.

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    Comissão cobra posição sobre compra de 54 milhões de doses

    Outro encaminhamento da reunião foi o envio de um ofício dos deputados para cobrar do Ministério da Saúde uma posição sobre uma compra adicional de 54 milhões de doses da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan. O contrato firmado pelo governo federal confirmou a compra de 46 milhões de doses, das quais as primeiras já foram entregues e distribuídas aos Estados, mas prevê também a possibilidade de uma segunda aquisição de mais 54 milhões de imunizantes, totalizando 100 milhões.

    Na reunião da comissão, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que uma confirmação da intenção de compra seria importante para que o órgão buscasse garantir os insumos necessários para a fabricação dessas doses. O representante do Ministério da Saúde não confirmou se o governo pretende efetuar essa segunda compra, mas disse que o assunto está sendo analisado.

    Por fim, os membros da comissão também decidiram reforçar um pedido já discutido em reuniões anteriores para que pessoas com deficiência e professores, que fazem parte dos grupos prioritários, sejam atendidos de forma mais urgente quando o país tiver mais vacinas. Além disso, também houve uma solicitação para que trabalhadores da limpeza urbana também sejam incluídos no grupo preferencial que receberá a imunização.

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