Luigi Mangione, que assassinou o CEO da United Healthcare em dezembro de 2024, retornou ao tribunal em Nova York nesta segunda-feira (1º) para uma nova audiência. A defesa vai tentar fazer com que parte das provas contra Mangione sejam anuladas. As informações são do g1.
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A sessão ocorre dias antes de o crime completar um ano.
Durante a audiência no Tribunal Criminal de Manhattan, uma corte estadual ouvirá uma série de testemunhas sobre a validade de provas-chave no julgamento de Magione por homicídio. As oitivas podem durar a semana toda, conforma a agência de notícias Reuters.
Os advogados de Mangione afirmam que ele foi revistado e interrogado ilegalmente, e que polícia não tinha um mandado de busca para revistar sua mochila, que continha a arma do crime.
Quem é Luigi Mangione
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Mangione corre risco de ser condenado à pena de morte
Mangione foi indiciado em abril deste ano por assassinar a tiros Brian Thompson, à época CEO de uma das seguradoras de saúde mais importantes dos EUA. O crime ocorreu no dia 4 de dezembro em frente a um hotel em Midtown Manhattan, onde a empresa se reunia para uma conferência de investidores. Mangione está preso em uma cadeia no Brooklyn desde dezembro de 2024.
Há uma possibilidade que Mangione seja condenado à pena de morte por conta das acusações federais apresentadas contra ele. Ao menos esse é o desejo do Departamento de Justiça do governo Trump.
Ainda, Mangione pode pegar prisão perpétua caso seja condenado por homicídio em segundo grau. No entanto, as datas do julgamento do jovem ainda não foram marcadas, nem para as acusações estaduais, nem para as federais.
Em setembro deste ano, Mangione teve as acusações de terrorismo contra ele retiradas por um tribunal de Nova York. Agora, o jovem de 27 anos de classe média alta que cometeu o assassinato em frente a um hotel de luxo de Manhattan responderá por apenas um crime: o de homicídio de segundo grau.
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Desde o início, Mangione se declara inocente perante às acusações que enfrenta pelo assassinato de Thompson, e deve enfrentar novos julgamentos em 2026. Ele se declarou inocente, também, em outro processo federal, no qual os promotores planejam buscar a pena de morte.
Embora a morte de Thompson tenha sido amplamente condenada por autoridades públicas de todo o espectro político nos EUA, Mangione se tornou um herói popular para alguns americanos que criticam os altos custos da saúde. Nas redes sociais, internatas também levantaram a mesma bandeira.
Um pequeno grupo de apoiadores de Mangione se reuniu na manhã desta segunda em frente ao tribunal. Uma pessoa apareceu fantasiada de Bowser, o vilão da série de videogame “Mário Brothers”, outro de sapo, e alguns dos apoiadores apareceram estavam fantasiados usava uma camiseta preta com os dizeres “Free Luigi” (“Libertem Luigi” em português), “Luigi antes dos parasitas”, “Sem pena de morte para Luigi Mangione”.
Mangione foi preso na Pensilvânia em dezembro de 2024, após cinco dias de buscas das autoridades. Ele foi encontrado enquanto comia um lanche em uma rede de fast food. O acusado responde pelos crimes de assassinato e terrorismo e está detido em uma penitenciária federal de Nova York.
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Luigi Mangione, de 27 anos, nasceu no estado de Maryland. Segundo a imprensa norte-americana, ele foi um dos melhores alunos de sua turma e estudou em um colégio de elite de Baltimore. Mais tarde, ingressou na Penn State University, onde cursou ciência da computação com foco em inteligência artificial. A instituição está entre as melhores universidades particulares dos Estados Unidos.
Nas redes sociais, Mangione demonstrava apreço pelo manifesto de Ted Kaczynski (1942-2023), o “Unabomber”, um dos mais famosos serial killers dos EUA. Ele também criticava o uso de smartphones por crianças.
De acordo com a polícia, antes de ser preso, Mangione morava em Honolulu, no Havaí. Amigos e ex-colegas de trabalho o descreveram como “um cara legal” e disseram ter ficado chocados com o crime.
Mangione vem de uma família rica, que controla um império imobiliário e empresarial. Entre os bens dos Mangione estão country clubs, casas de repouso, estações de rádio, campos de golfe, hotéis, resorts e uma fundação.
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*Sob supervisão de Jean Laurindo





