O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal de Nova York. A informação foi confirmada pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, neste sábado (3). As informações são do g1.

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O político e a esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de metralhadores.

Ainda de acordo com Bondi, Maduro e Flores serão julgados por um tribunal do Distrito Sul de Nova York. Ela não informou se já há data para o julgamento.

“Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, declarou.

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A procuradora-geral também não deu informações sobre o paradeiro de Maduro.

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Entenda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma ação das forças americanas capturou neste sábado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A informação foi publicada em uma rede social depois que explosões foram ouvidas na capital Caracas. 

Durante a madrugada, o governo venezuelano chegou a declarar emergência e convocou um plano de mobilização para “derrotar agressão imperialista”, conforme o comunicado.

vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou para a imprensa local não saber o paradeiro do líder venezuelano. Além disso, exigiu do governo dos Estados Unidos que enviassem uma prova de vida do político e sua esposa.

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Tensões recentes

As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela escalaram a partir de agosto de 2025, quando Washington elevou para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro, acusando-o de liderar o narcotráfico. Os EUA, então, reforçaram a presença militar no Caribe, inicialmente justificando-a como combate ao tráfico de drogas, mas fontes americanas indicaram que o objetivo maior era derrubar o regime.

Nas últimas semanas, forças americanas apreenderam petroleiros venezuelanos e impuseram bloqueios a embarcações sancionadas, com Trump acusando Maduro de roubar os EUA e expressando interesse no controle das vastas reservas de petróleo do país. A escalada culminou neste sábado, com a captura de Maduro e a esposa Cilia Flores, que foram retirados do país.

Histórico conflituoso entre EUA e Venezuela

Os atritos entre Venezuela e Estados Unidos ganharam intensidade durante o governo de Hugo Chávez, eleito em 1998. Chávez, com agenda bolivariana de socialismo do século 21, nacionalizou indústrias como a petrolífera PDVSA, desafiando interesses econômicos americanos na região. Sanções iniciais impostas pelos EUA visavam isolar economicamente Caracas, enquanto Chávez respondia com retórica anti-imperialista, expulsando diplomatas americanos e promovendo alianças alternativas, o que aprofundou o fosso ideológico e geopolítico entre os dois países.

A escalada continuou sob Nicolás Maduro, sucessor de Chávez em 2013, com os EUA intensificando sanções sob as administrações Obama, Trump e Biden, citando fraudes eleitorais, repressão a opositores e ligações com o narcotráfico. Em 2019, os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como presidente interino, ignorando Maduro, o que levou a uma crise diplomática sem precedentes, incluindo o congelamento de ativos venezuelanos no exterior e embargos ao petróleo, principal fonte de receita do país.

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Maduro, por sua vez, acusou repetidamente os EUA de tentativas de golpe e intervenções, fortalecendo laços com Moscou e Pequim para contornar as restrições. Esse histórico de desconfiança mútua e confrontos econômicos tem alimentado tensões que, agora, evoluíram para ataques e a captura do presidente Nicolás Maduro.