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Mulher é suspeita de enterrar bebê recém-nascido nos fundos de casa em Braço do Norte

Segundo a Polícia Militar, mulher deu entrada no hospital com sinais de parto recente, porém sem o bebê

31/08/2020 - 08h21 - Atualizada em: 31/08/2020 - 12h04

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Lariane
Por Lariane Cagnini
polícia
Polícia Militar foi chamada no hospital após versão da mulher
(Foto: )

Uma mulher de 20 anos enterrou o filho recém-nascido nos fundos da casa onde mora em Braço do Norte, Santa Catarina, segundo a Polícia Militar. O caso foi descoberto pois ela deu entrada no Hospital Santa Terezinha no domingo (30) e foi constatado que tinha dado à luz recentemente. 

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Uma enfermeira, que tinha atendido a mulher há dez dias e realizado um exame de ultrassom, confirmou à polícia que na ocasião ela estava grávida de mais de 30 semanas.

No hospital, a mulher disse que tinha sentido dor e tido sangramento na quinta-feira (27), que pedaços do feto saíram e que ela colocou no lixo. A Polícia Militar não acreditou na versão, e foi até a casa onde ela mora, no bairro Vila Nova. 

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Em conversa com um vizinho, ele informou que na quinta-feira (27) a mulher pediu uma pá emprestada, pois queria construir um canteiro de flores. Segundo a PM, ela pediu um favor ao homem, para que fosse até a farmácia compar absorvente, e quando ele retornou o canteiro estava pronto. Outra vizinha relatou aos policiais que achou ter ouvido o choro de uma criança, vindo do banheiro da casa, também na quinta. 

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Os policiais começaram a remexer no local onde foi construído o canteiro, e em seguida encontraram o corpo de bebê, dentro de uma sacola plástica. O Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram acionados. Conforme a PM, a mulher está hospitalizada para fazer transfusão de sangue.

Segundo o delegado Lucas Rezende, as investigações e exames periciais irão apontar as circunstâncias da morte da criança como causa, hora, local, se houve outras pessoas envolvidas e, até mesmo, se o menino chegou a nascer com vida.

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O laudo cadavérico vai determinar a causa da morte, reforça o delegado. A partir da investigação será possível verificar se houve crime de aborto, infanticídio ou homicídio, e, ainda, ocultação de cadáver.

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