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    Violência infantil

    Criança de 3 anos é torturada pela mãe por não saber dar descarga no banheiro em SC

    Menina teve uma perna quebrada e ficou por sete dias sem atendimento médico. Mulher foi presa nesta terça-feira

    07/10/2020 - 16h50 - Atualizada em: 08/10/2020 - 16h57

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Vizinha estranhou desaparecimento da criança
    Vizinha estranhou desaparecimento da criança
    (Foto: )

    A mãe que agrediu uma menina de apenas 3 anos a ponto de fraturar uma de suas pernas, além de deixar a filha trancada dentro de casa sem atendimento médico por pelo menos sete dias, foi presa preventivamente em Chapecó, no Oeste Catarinense, nessa terça-feira (6). A violência ocorreu, segundo a polícia, porque a menina não sabia dar descarga no banheiro. A criança foi atendida, entregue a familiares e está em recuperação. A mulher foi indiciada por tortura qualificada. 

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    Segundo o delegado responsável pelo caso, Estevão Vieira, a informação sobre uma possível prática de agressões contra a criança chegou à polícia através de uma vizinha que estranhou o desaparecimento da menina, acostumada a brincar no pátio de casa. 

    Após intervenção da vizinha, a menina foi levada até o Hospital Regional de Chapecó com fratura em uma das pernas e onde relatou, no primeiro atendimento, que havia caído de uma escada. Desconfiados sobre os fatos, os profissionais deram continuidade aos exames e descobriram que não havia outros ferimentos no corpo, que indicassem uma queda.

    Assim, a criança foi entrevistada por uma policial civil, com formação em psicologia, e não só revelou que havia sido agredida, como contou que foi orientada pela mãe a mentir sobre como ocorreu o grave ferimento, para ocultar o crime cometido pela genitora.

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    - Foi apurado, ainda, que após a ocorrência desses fatos, a mãe manteve a criança em casa por um período de aproximadamente sete dias, sem qualquer tipo de assistência médica, embora a criança estivesse impossibilitada de se locomover adequadamente, com a perna bastante inchada, apresentando alteração na coloração e apresentando estado febril - conta o delegado.

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    Com a confirmação dos fatos, através de diligências, que incluíram análise psicológica, análise pericial e depoimento de testemunhas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da mãe da menina. Ela foi presa preventivamente, negou ter violentado a filha e depois ainda castigado a criança ferida, mantendo a versão sobre o tombo da escadaria. 

    A motivação do crime foi apurada pela investigação. Segundo o delegado, a mãe agiu pela insatisfação da dificuldade que a criança tinha em acionar a descarga no banheiro. A mulher está presa na Penitenciária de Chapecó. 

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