A maioria dos réus do núcleo crucial da trama golpista indica que não deve ir presencialmente ao Supremo Tribunal Federal (STFpara acompanhar o julgamento, com início nesta terça-feira (2). A presença de Jair Bolsonaro (PL) ainda não foi confirmada. As informações são do g1.

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Segundos os advogados que representam os acusados, a presença dos réus durante o julgamento não é obrigatória e eles podem acompanhar pela televisão.

Já a presença do ex-presidente ainda é dada como uma dúvida. Isso porque ele está em prisão domiciliar após descumprir restrições impostas pelo Supremo, como a proibição do uso de redes sociais. A recomendação dos advogados, entretanto, é de que ele não vá presencialmente ao STF.

No entorno de Bolsonaro, há quem defenda que a ida seria uma demonstração de força. No recebimento da denúncia, o ex-presidente indicou, incialmente, que não iria, mas chegou a acompanhar uma das sessões. O ex-presidente também esteve na Primeira Turma em junho, quando foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes sobre a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O general Braga Netto, que está preso no Rio de Janeiro por tentar atrapalhar as investigações, deve assistir o julgamento pela televisão.

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No Supremo, há expectativa de que o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, acompanhe presencialmente alguma sessão de julgamento. Ainda não há informações sobre a decisão do deputado Alexandre Ramagem, que é ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Veja os réus que já indicaram que não irão ao STF

  • Mauro Cid, tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do esquema;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.

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