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Mais de 170 mulheres denunciam casos de violência doméstica por dia em SC

Dados da Polícia Civil coletados entre 20 de agosto e 20 de setembro mostram que apenas um a cada seis agressores acaba preso

23/09/2021 - 12h51 - Atualizada em: 23/09/2021 - 13h08

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Maria Eduarda
Por Maria Eduarda Dalponte
Campanha incentiva conscientização e prevenção da violência doméstica
Campanha incentiva conscientização e prevenção da violência doméstica
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Mais de 5,1 mil boletins de ocorrências relacionados à violência contra a mulher foram registrados no período de um mês em Santa Catarina. É como se 170 mulheres sofressem agressões por dia e denunciassem no Estado. Esse dado faz parte do resultado da Operação Maria da Penha, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, entre 20 de agosto e 20 de setembro.

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Quase 4,5 mil mulheres foram atendidas em SC no período e 1 mil inquéritos foram instaurados para investigação dos casos pela Polícia Civil. Em contrapartida, 842 pessoas foram presas. Ou seja, uma em cada seis ocorrências terminou com o agressor preso. 

Enquanto 622 prisões foram feitas em flagrante, 88 ocorreram por descumprimento de medida protetiva de urgência. A Polícia Militar atuou em 662 dessas prisões em 272 cidades de Santa Catarina. Ao todo, 2,6 mil mulheres foram atendidas pela PM. Ainda no mesmo período, 585 medidas protetivas foram requeridas no Estado.

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Apesar do alto número de ocorrências, nem todos os casos de violência doméstica e familiar são atendidos pelas autoridades. Como explica a delegada Patrícia Zimmermann, coordenadora da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (​DPCAMI) do Estado, o boletim de ocorrência é essencial para a quebra do ciclo de violência, mas a natureza do crime faz com que as vítimas não consigam buscar ajuda ou procurem um atendimento individual, sem exposição.

— O boletim de ocorrência é necessário para o rompimento do ciclo de violência. Você imagina se essa quantidade de mulheres não tivessem sido atendidas, se não tivesse quebrado a violência, a quantidade de autores presos, quantos feminicídos nós teríamos? — reflete a delegada.

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Patrícia alerta que os casos de violência doméstica e posterior feminicídio começam com ciúmes excessivo, tentativa de controle, atitudes que tentam manter a mulher sob seu domínio, ameaças e injúria.

> Lei Maria da Penha: conheça a legislação de combate à violência contra a mulher

A ação desenvolvida entre agosto e setembro fez parte do Agosto Lilás e teve como objetivo qualificar o atendimento às vítimas, reforçar o cumprimento de medidas protetivas e conscientizar a população sobre a importância de denunciar as agressões.

Saiba como denunciar casos de violência doméstica

Saiba como denunciar a violência contra a mulher
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