O marido que estrangulou a mulher até a morte em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, foi condenado a 31 anos de prisão em regime fechado. Áurea Schölemberg, de 43 anos, foi assassinada enquanto dormia em agosto do ano passado.

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A sessão do júri aconteceu na tarde de terça-feira (28) e o homem foi sentenciado por homicídio com quatro qualificadoras: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Preso preventivamente desde a data do crime, o homem teve o direito de recorrer em liberdade negado.

Assim como sustentado pela Promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti, responsável pela 4ª Promotoria de Justiça da Conarca de Jaraguá do Sul, os jurados entenderam que “o réu agiu por motivo torpe, visto que não aceitava o fim do relacionamento com a vítima”.

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Ela reforçou ainda que “o crime foi cometido por meio cruel de asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima (que foi atacada enquanto dormia). E ele ainda o praticou contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar e considerando a qualificadora de feminicídio”. Foi reconhecida, ainda, a causa de aumento da prática já que ela foi encontrada pela filha, de 15 anos.

Mulher foi encontrada morta pela filha

Áurea que foi encontrada morta dentro da própria casa na manhã de 12 de agosto de 2022 no bairro Amizade, em Jaraguá do Sul. A mulher era agente comunitária de saúde municipal e foi encontrada já sem sinais vitais pela filha adolescente do casa.

A jovem, de 15 anos, contou à polícia que, minutos antes de encontrar a mãe caída no chão, ouviu ela pedindo socorro e, em seguida, viu o pai saindo do quarto onde discutiam, que estava com a porta trancada. A garota ainda disse ter visto o pai fugindo do local de carro em alta velocidade. 

Ela chegou a acionar os bombeiros que, com auxílio de uma equipe do Samu, fizeram tentativas de reanimação na vítima, que não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada por volta das 6h50min – cerca de uma hora após o caso ter sido registrado pela Polícia Militar. 

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Homem não aceitava fim do casamento

Inconformado com o término do relacionamento amoroso entre eles, de acordo com o Ministério Público, o réu trancou a porta do quarto onde a ex-companheira dormia e, de surpresa, a esganou. A vítima gritava por socorro para sua filha, mas não conseguiu invadir o quarto e impedir a ação.

Ele se entregou na delegacia momentos depois do crime e teve a prisão em flagrante decretada, posteriormente convertida em prisão preventiva.

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