Daiane Alves Souza foi morta porque não aceitava ordens do síndico, disse Fernanda Alves Souza, irmã da corretora. O corpo da mulher foi encontrado nesta quarta-feira (28) após mais de um mês que ela estava desaparecida. Cleber Rosa de Oliveira confessou o crime. Com informações do g1.

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Segundo a irmã, o síndico queria dar ordens na propriedade da família e entendia como inimigo quem não fizesse o que ele ordenava.

— Ele é uma pessoa que ou você faz o que ele quer ou você se torna inimigo dele. E a Daiane nunca aceitou as imposições dele. Ele queria mandar no que era nosso, ele quer mandar no que é de todo mundo lá naquele condomínio. O motivo pelo qual ele matou a Daiane foi ódio — disse Fernanda.

A família de Daiane relatou que há 12 processos contra o síndico, sendo um deles feito em maio de 2025, por lesão corporal. Cleber é acusado de ter dado uma cotovelada em Daiane quando ela o confrontava sobre um desligamento no fornecimento de energia.

Daiane desapareceu em dezembro após ir ao subsolo do prédio em que mora e também administra seis apartamentos da família. Ela desceu para religar o fornecimento de energia no apartamento dela, mas não foi mais vista. O corpo dela foi localizado e o síndico do prédio preso por suspeitas de cometer o crime nesta quarta-feira.

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A defesa dos envolvidos foi contatada, mas a reportagem não teve retorno até a última atualização.

Veja as fotos da corretora

Entenda o caso da corretora

corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, foi encontrada morta após 42 dias de desaparecimento nesta quarta-feira (28), às margens de uma rodovia a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás. O síndico do prédio onde ela morava confessou o crime e levou à polícia até o corpo. Ele e o filho foram presos. Segundo a polícia, o porteiro foi levado à delegacia para depor, mas não é suspeito do crime

Cléber Rosa de Oliveira, síndico do condomínio, disse em depoimento que teve uma briga com Daiane no subsolo do prédio após ela sair do elevador filmando alguns padrões de energia. O síndico contou à polícia que a discussão foi “acalorada” e que ele acabou cometendo o crime. Ele é investigado por homicídio e ocultação de cadáver.

Ao g1, o delegado André Luiz explicou que a motivação do crime pode ter sido os conflitos entre Daiane e Cleber, envolvendo principalmente a administração de seis apartamentos do prédio.

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A Polícia Civil informou que o local onde ficam os disjuntores de energia é um ponto cego das câmeras de segurança. A polícia informou que Cleber matou Daiane e usou as escadas para não ser filmado. O síndico não deu mais detalhes de como matou a vítima.