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    Mecanismo Verde: "Organização criminosa estruturada", afirma delegada

    Operação deflagrada nesta quinta-feira (5) investiga grupo que atuava com construções irregulares

    05/11/2020 - 14h53 - Atualizada em: 05/11/2020 - 15h12

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    Kadu
    Por Kadu Reis
    Arma encontrada em Londrina/PR, na residência de empresária investigada
    Arma encontrada em Londrina/PR, na residência de empresária investigada
    (Foto: )

    A Operação "Mecanismo Verde", deflagrada nesta quinta-feira (5), apresenta os resultados de um trabalho de dois anos da Polícia Civil. A investigação apura supostos crimes cometidos por um grupo de empresários e servidores públicos através da ocupação irregular do solo urbano em Florianópolis. Até o momento foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e duas prisões em flagrante por posse de arma.

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    — Se trata de uma organização criminosa estruturada com diversos perfis, cada um exercendo uma função e colaborando para o funcionamento deste mecanismo. Existiam os crimes de corrupção ativa e passiva por parte daqueles que ofereciam vantagem econômica e os servidores que aceitavam promessas de recompensa — afirma a delegada Beatriz Ribas.

    Ouça a entrevista com a delegada Beatriz Ribas no Direto da Redação desta quinta (5):

    A ação é da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais (DRCA) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Entre os crimes investigados pela Operação Mecanismo Verde estão organização criminosa, corrupção, crimes ambientais, parcelamento irregular do solo urbano e crimes contra a economia popular. 

    — Embora tenhamos começado com preocupação ambiental pela ocupação irregular do solo e invasão de áreas, os problemas criminais vão muito além disso. Há vítimas sendo enganadas comprando imóveis e diversas consequências. Não há estrutura social que suporte este crescimento desordenado — comenta Ribas.

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    De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado envolve construtores civis, agentes políticos e servidores públicos municipais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SMDU), da Secretaria Municipal da Fazenda e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM).

    A reportagem do Diário Catarinense buscou um posicionamento da Prefeitura de Florianópolis sobre o caso. Por meio de nota, a administração da Capital informou que "não houve nenhuma operação dentro de suas dependências e que ainda não tem detalhes sobre o ocorrido há 10 dias de uma eleição municipal."

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