A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria pedido, nesta semana, uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para defender que o marido, Jair Bolsonaro (PL), vá para a prisão domiciliar. As informações são do blog de Andreia Sadi, do g1.
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Michelle fez um apelo pela saúde de Jair Bolsonaro e relatou estar vivendo um “drama particular”, segundo aliados do ex-presidente ouvidos pelo blog. Procurado pelo g1, Gilmar Mendes confirmou o encontro, mas não entrou em detalhes.
Nos bastidores, bolsonaristas afirmam que ministros do STF demonstram discordar da posição do relator do caso, Alexandre de Moraes e que, por isso, Michelle tenta sensibilizar outros integrantes da corte para que falem com Moraes.
Gilmar Mendes é o ministro mais antigo (decano) do STF, com 23 anos de atuação na Corte. Ele chegou a presidir o STF entre 2008 e 2010. Atualmente, o ministro Edson Fachin ocupa a presidência do STF no período 2025-2027.
Moraes já negou prisão domiciliar
Desde a prisão, em 22 novembro, os advogados de Bolsonaro tentam convencer o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a conceder prisão domiciliar humanitária para ao ex-presidente. No pedido mais recente, a defesa cita “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”. Tais riscos deixaram de ser projeções e se tornaram “realidade objetiva”, escreveram os advogados.
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Em todas as ocasiões, contudo, Moraes entendeu não haver justificativa para a concessão da prisão domiciliar. Na visão do ministro, a legislação não permite a concessão do benefício a Bolsonaro, uma vez que a equipe médica da PF assegura ter condições de prestar atendimento adequado ao preso.
Prisão de Bolsonaro
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. O ex-presidente cumpre pena por participação no núcleo 1 da trama golpista, na Superintendência da Polícia Federal. Ele foi condenado por cinco crimes:
- Organização criminosa armada,
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
- Golpe de Estado,
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
- Deterioração de patrimônio tombado.
Os 10 passos que levaram à prisão de Bolsonaro
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