O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, denunciado por casos de importunação sexual, vai prestar depoimento nesta segunda-feira (15). Testemunhas de defesa e acusação já foram ouvidas na semana passada, enquanto as duas vítimas optaram por não depor na comissão.
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Buzzi nega as acusações. Ele está afastado desde o dia 10 de fevereiro e está impedido de entrar nas dependências do STJ.
Veja fotos do ministro Marco Buzzi
Denúncias envolvem crimes sexuais
Ao todo, são duas denúncias contra o ministro. A primeira é de uma jovem de 18 anos que passou as férias de janeiro com a família na casa do ministro na praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú. O caso ocorreu em janeiro deste ano e ela registrou um boletim de ocorrência.
Após a divulgação do caso, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também narrou situações em que o ministro teria a assediado, segurado pelos braços e feito comentários inapropriados. Os casos teriam ocorrido entre 2023 e 2025.
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Buzzi é alvo de m procedimento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
O que diz a defesa
“As oitivas realizadas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso do ministro Marco Buzzi se estenderam por todo o dia e pela noite de quinta-feira (11). O resultado foi uma série de depoimentos que fragilizaram as acusações contra o magistrado.
Uma das revelações mais importantes diz respeito à segunda denunciante: foi confirmado que ela permaneceu afastada do gabinete por longos períodos em 2023 e 2024, em razão de licenças. Isso limita a possibilidade de contato com o ministro justamente nas datas que ela menciona em seus relatos. Mais do que isso, os registros oficiais de acesso ao tribunal mostram que ela não estava presente em dias nos quais afirma ter sofrido assédio.
Outra inconsistência veio à tona com a confirmação de registros irregulares de presença e frequência em nome dessa mesma servidora. Os depoimentos e uma perícia médica também apontaram que os problemas de saúde que ela atribui ao caso — relacionados à visão e ao pé — já existiam antes de sua entrada no STJ.
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Nas outras frentes, o cenário não foi diferente. A maioria das testemunhas admitiu que soube dos supostos episódios por relatos de terceiros, sem ter presenciado os fatos diretamente. Duas versões centrais da acusação também foram derrubadas: a de que o celular do ministro teria sido entregue à servidora — episódio usado para sugerir uma aproximação indevida — e a de que a disposição física do gabinete permitiria a dinâmica descrita em um dos episódios de suposto contato inapropriado durante a instalação de um pendrive.
Com tudo isso, a instrução do caso acumulou contradições e ausência de provas diretas, reforçando a defesa de que as acusações contra Marco Buzzi não se sustentam nas provas produzidas até o momento”.





