“Terrorismo”. Foi assim que o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, definiu o ataque dos Estados Unidos com bombas e mísseis contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). Ainda assim, Cabello pediu calma à população e união entre o povo venezuelano.

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“O país está completamente calmo. O que eles tentaram com as bombas e mísseis que lançaram, conseguiram apenas parcialmente. E digo parcialmente porque esperavam que o povo talvez agisse de forma imprudente, covarde. Não. Covardes são coisa do passado. Esta nação sabe o que tem que fazer”, disse à imprensa local.

Explosões foram ouvidas na capital Caracas e esclarecimentos dos Estados Unidos sobre a ação serão dados durante uma coletiva de imprensa neste sábado (3). Além dos ataques, Donald Trump, presidente estadunidense, afirmou que as forças do país capturaram Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e sua esposa, Cilia Flores.

Durante sua declaração, Cabello pediu calma aos cidadãos do país e enfatizou que esta não é a primeira vez que a Venezuela enfrenta, portanto, seria um povo que sabe sobreviver às adversidades.

“Não vamos cair na provocação deles. Não vamos nos entregar ao desespero. Vamos ter fé absoluta, e no final desta batalha, o povo da Venezuela sairá vitorioso. E no final destes ataques, nós prevaleceremos”, declarou.

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Ele também pediu que a comunidade internacional se manifeste sobre o ataque que classificou como “terrorismo”. Segundo o ministro, organizações e entidades que não se pronunciarem sobre a ação estarão sendo cúmplices. “Este é simplesmente um apelo à reflexão”, disse.

No Brasil, por exemplo, o governo marcou uma reunião emergencial no Palácio Itamaraty, em Brasília, neste sábado (3). O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou na manhã deste sábado a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em uma publicação na rede social X, Milei escreveu: “Liberdade avança, viva a liberdade”.