O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu detalhes à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobre quais os exames necessários solicitados pelos advogados após a queda do político na cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na madrugada desta terça-feira (6). Com informações do g1

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A defesa de Bolsonaro havia pedido autorização do ministro para a remoção imediata de Bolsonaro ao hospital para que ele realize exames após ser constatado que Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico após a queda.

Agora, Moraes quer que os exames sejam detalhados para ser avaliada a possibilidade de realização dos procedimentos no próprio sistema penitenciário. Isso porque, segundo a nota divulgada pela PF, “o médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

“Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, escreveu Moraes.

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O que dizia o pedido da defesa

No pedido, a defesa pediu que Moraes considerasse a “urgência e gravidade do quadro“.

“Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do paciente ao Hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível”, dizia a solicitação.

Procedimentos

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF), e recebeu liberação para realizar a cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral no dia 25 de dezembro.

No sábado (27), ele passou por um novo procedimento, dessa vez para tratar as crises de soluço frequentes, chamado de bloqueio do nervo frênico. No dia 29 de dezembro, um complemento desse procedimento foi realizado, com o intuito de solucionar de forma definitiva os soluços. O quarto procedimento aconteceu no dia 30.

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